Um trabalhador autônomo sem pessoal assalariado e com um local alugado enfrenta em torno de 3.000 euros mensais de gastos apenas para poder exercer sua atividade. Isso equivale a um desembolso médio próximo a 125 euros por cada um dos 286 dias de abertura ao ano, de acordo com uma análise sobre a estrutura de custos em 2026 elaborada pela União de Profissionais e Trabalhadores Autônomos (UPTA Espanha).
O relatório se concentra na figura de um autônomo pessoa física, sem equipe a seu cargo, que opera em um local comercial alugado por 1.500 euros por mês e abre seu negócio 5,5 dias por semana.
Com essas condições, os custos estruturais do pequeno comércio ou negócio situam-se em 35.760 euros anuais. Essa quantia, como ressaltou a organização, não contempla salários, faturamento, receitas por vendas nem lucro ou salário do próprio autônomo, mas apenas o dinheiro imprescindível para manter a atividade em andamento.
Dentro desse esquema, o aluguel absorve mais da metade do gasto total, ao alcançar os 18.000 euros ao ano. Além disso, a soma do arrendamento, a contribuição ao RETA e a fatura elétrica ascende a 24.600 euros anuais, o que representa cerca de 69% do custo estrutural global.
A essas cifras se agregam outros desembolsos correntes imprescindíveis para o funcionamento do negócio, como os relativos a comunicações, serviços de contabilidade, apólices de seguros, comissões bancárias e ferramentas digitais, assim como os valores vinculados a manutenção, limpeza, segurança e diversas taxas.
O presidente da UPTA, Eduardo Abad, sublinhou que "antes de falar sobre quanto ganha ou quanto fatura um autônomo, temos que explicar quanto lhe custa trabalhar". Nessa linha, ele destacou que "com uma abertura média de cinco dias e meio por semana, um pequeno negócio suporta cerca de 125 euros de custos por cada jornada que levanta a persiana".
"São quase 3.000 euros por mês e cerca de 36.000 euros por ano sem ter um único trabalhador contratado", afirmou Abad, para enfatizar que "toda manhã é preciso começar cobrindo esses custos antes de gerar renda para si mesmo", situando esse valor como "o verdadeiro ponto de partida econômico de milhares de pequenos negócios" no país.