A Justiça Eleitoral do Brasil comunicou que já revisou cerca de 99% das quase 21.000 petições de registro de candidaturas para as eleições gerais previstas no país no próximo 4 de outubro, rejeitando 1.200 das propostas (5,7%), embora a maior parte dessas decisões ainda possa ser recorrida.
Esses dados figuram no balanço divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citado pela agência Brasil, onde se detalha que o órgão avaliou praticamente todas as 20.900 solicitações enviadas.
Quanto às 1.200 candidaturas vetadas, o TSE especificou que 335 foram inadmitidas de forma definitiva, enquanto 869 continuam sujeitas a possíveis recursos perante tribunais de instância superior.
O tribunal explicou que a causa mais habitual de rejeição é o descumprimento dos requisitos formais exigidos pela normativa eleitoral. A essa razão seguem-se a falta de condições de elegibilidade, problemas na realização da convenção partidária e a ausência da necessária desvinculação do cargo público antes de apresentar a solicitação de registro.
Lula e Flávio Bolsonaro, favoritos para o segundo turno
As eleições, cuja primeira volta ocorrerá em 4 de outubro e para as quais está prevista uma segunda data no dia 25 do mesmo mês, colocam na liderança dois aspirantes: o atual presidente brasileiro e dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), Luiz Inácio Lula da Silva, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e postulante ultradireitista do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro.
Segundo a última pesquisa eleitoral do instituto de pesquisas do jornal "Folha", Datafolha, Lula lideraria os resultados com 39% dos votos, mas seguido de perto por Bolsonaro, com 36%, uma diferença notavelmente baixa diante de um relatório apresentado com uma margem de erro de 2%.
Como líderes projetados na primeira volta, a pesquisa prevê um confronto entre eles no segundo turno --que ocorre quando nenhum candidato obtém mais de 50% dos votos válidos na primeira volta-- onde Lula superaria por apenas 2% a Bolsonaro: 46% dos votos receberia o candidato do PT frente a 44% de seu rival do PL.