Ampliação | Aumentam para 14 os falecidos no ataque russo contra um centro comercial em Krivói Rog

Ucrânia eleva a 14 os mortos e mais de cem feridos no ataque russo contra um centro comercial em Krivói Rog, que Zelenski considera um ato terrorista.

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As autoridades da Ucrânia atualizaram para 14 o número de falecidos e para mais de uma centena o de feridos após o ataque desta sexta-feira contra um centro comercial situado na cidade de Krivói Rog, na região de Dnipropetrovsk.

O governador militar regional, Oleksandr Ganzha, confirmou este novo balanço em suas redes sociais, precisando que pelo menos 121 pessoas ficaram feridas, entre elas 22 menores de idade.

Segundo detalhou, cerca de uma trintena de feridos se encontram em estado "grave", incluindo cinco crianças, pelo que não se descarta que o número de vítimas continue aumentando ao longo das próximas horas.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, reagiu imediatamente a este bombardeio, que descreveu como "absolutamente desprezível" e que ocorreu em sua cidade natal.

"Meia hora depois do primeiro impacto e do incêndio, houve um segundo ataque dirigido contra as equipes de emergência. Ataques como esses não são outra coisa senão atos terroristas", denunciou em suas redes sociais.

O chefe do Estado ucraniano insistiu que agressões desse tipo requerem uma resposta muito mais firme por parte da comunidade internacional, à qual vem há meses reclamando uma falta de implicação suficiente.

"O mundo deve responder (...) com uma pressão real. Para que a paz seja possível, a Rússia deve enfrentar uma verdadeira responsabilização", reclamou.

Zelenski transmitiu informações sobre este ataque e outros bombardeios russos ao secretário-geral da ONU, António Guterres, durante uma conversa telefônica que também divulgou em suas redes.

"Falamos sobre as ameaças que os ataques russos representam para a segurança alimentar, assim como dos contínuos ataques da Rússia contra as infraestruturas portuárias e os navios. Isso já está se fazendo sentir em muitos países da África, Oriente Médio e Ásia, e os preços começaram a subir", lamentou.

Diante do diplomata português, o mandatário reiterou que "é preciso fazer tudo o que for possível para pôr fim a esta guerra", sublinhando que as Nações Unidas manterão seus esforços nessa direção e em particular para "a busca de soluções".

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