Os houthis do Iémen e as forças armadas sauditas protagonizaram nas últimas horas novos intercâmbios de fogo que atingiram os arredores da capital iemenita, Sanaa, assim como as regiões sauditas de Asir —onde uma pessoa ficou ferida— e Najran.
Em Sanaa, a ofensiva se desenvolveu por meio de uma série de bombardeios consecutivos que, por enquanto, não teriam causado vítimas, de acordo com a primeira avaliação divulgada pela agência oficiosa dos houthis, Saba. O impacto mais preocupante ocorreu nas imediações do Hospital Materno-Infantil de Al Sabin, conforme denunciou o Ministério da Saúde dos houthis em um comunicado, que detalha que o ataque ocorreu ao meio-dia, durante o horário de pico de atendimento médico, e que o centro sofreu "danos graves".
"Atacar hospitais e instalações de saúde constitui uma flagrante violação do direito Internacional humanitário e priva os iemenitas de seu direito fundamental a um atendimento médico seguro", denunciou.
Segundo fontes locais indicadas ao portal iemenita South24, vários dos projéteis também atingiram o Palácio Presidencial de Sanaa, considerado o principal bastião do poder houthi na capital, sob seu controle há mais de uma década, quando se iniciou a atual guerra civil e a espiral de violência que continua assolando o país.
O Governo iemenita sediado em Adém, reconhecido como legítimo pela comunidade internacional, confirmou posteriormente a "execução de um ataque contra alvos militares vitais legítimos na capital" com o apoio de seu aliado saudita, sem oferecer por enquanto informações adicionais sobre a operação.
Em território saudita, o serviço de Defesa Civil do reino informou através de redes sociais sobre um ataque contra uma mesquita em Asir e outro contra uma escola em Najran, este último sem deixar vítimas.
De forma paralela, forças alinhadas com o Executivo de Adém comunicaram que nas últimas horas conseguiram frustrar uma tentativa de incursão dos houthis na localidade de Jabal Han, situada nas proximidades da sitiada cidade de Taiz.
Os houthis iniciaram no dia 3 de setembro uma ofensiva em áreas das províncias de Taiz e Hodeida e, desde então, conseguiram avanços territoriais significativos, entre eles a captura da cidade de Mocha e de zonas próximas ao estratégico estreito de Bab el Mandeb, o que representa um duro revés para as autoridades reconhecidas internacionalmente.