Pelo menos quatro palestinos perderam a vida e vários outros ficaram feridos após uma série de bombardeios realizados nesta quinta-feira pelo Exército israelense nas proximidades de Jan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo que se mantém desde outubro de 2025.
Segundo informou a agência palestina de notícias Sanad, um primeiro ataque foi registrado em Hamad, uma área residencial situada nos arredores de Jan Yunis, sem que por enquanto exista um relato claro do número de feridos. A única vítima fatal confirmada neste incidente é um homem de 33 anos identificado como Momen Yabr Abu Labda.
O bombardeio também originou um incêndio em um veículo e causou graves danos em um edifício de apartamentos próximo, conforme destacou o jornal "Filastin", vinculado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamás).
Em um segundo ataque, pelo menos outras três pessoas morreram e cinco ficaram feridas em um bombardeio com drones israelenses nas proximidades de uma mesquita situada na área de Mauasi, a oeste de Jan Yunis, de acordo com os dados fornecidos por fontes do Hospital Naser.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) não comentaram sobre esses ataques e se limitaram a confirmar a operação realizada na véspera contra a cidade de Gaza, na qual morreu "Fará Ahmed Abdel Mayid Hamed", membro do Conselho Militar das Brigadas Ezzedín al Qassam na Cisjordânia.
O falecido, conhecido como "Abú Hamed", pertencia ao braço armado de Hamás em Silwad, localidade situada ao noroeste da cidade cisjordana de Ramala, e havia chegado à Faixa de Gaza como parte de uma troca de prisioneiros com Israel em 2011, após permanecer oito anos em uma prisão israelense.
Foi preso em 2003 por sua implicação em um atentado perpetrado em outubro daquele mesmo ano, no qual morreram três militares israelenses, conforme apontaram as FDI nas redes sociais. Antes de sua detenção, teria participado em numerosos ataques contra o Exército israelense, incluindo os registrados durante a Segunda Intifada no ano 2000.