Ampliación | Colômbia solicita apoio militar dos EUA contra o narcoterrorismo, segundo o Pentágono

Estados Unidos afirma que a Colômbia pediu operações militares conjuntas contra o narcoterrorismo, enquanto Gustavo Petro adverte sobre limites legais.

2 minutos

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira que o Executivo de Abelardo de la Espriella pediu a Washington para participar de operações militares conjuntas na Colômbia contra o "narcoterrorismo".

"Através do recém-empossado presidente (...) a Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra --como a Administração Trump denomina a Defesa-- se una ao país em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para acabar com os terroristas e as redes terroristas", indicou de Panamá, durante um ato da coalizão militar promovida pelos Estados Unidos contra os cartéis.

Até agora, as autoridades colombianas não ofereceram uma postura oficial sobre este anúncio. Quem realmente reagiu foi o ex-presidente Gustavo Petro, que em uma mensagem nas redes sociais sublinhou que, apesar de não se opor à cooperação internacional na luta global contra o narcotráfico e outras formas de criminalidade transnacional, isso não implica um "permissão para que estrangeiros" acabem com a vida de cidadãos colombianos.

"A Colômbia sabe mais sobre a luta contra o narcotráfico do que os Estados Unidos, por isso não me nego à colaboração na luta mundial contra o narcotráfico e outras formas de crime internacional que não podem ser superadas senão em comum com muitos países do mundo, mas isso não significa permissão para que estrangeiros venham matar colombianos", ressaltou Petro, insistindo que "quem autoriza não é o presidente, segundo a Constituição" mas "o Senado da República e, na sua falta, o Conselho de Estado".

Durante sua visita a Panamá, o chefe do Pentágono anunciou igualmente que a Colômbia passará a fazer parte desta aliança regional, conhecida como Escudo das Américas, tornando-se o 19.º Estado integrante.

Em sua intervenção, Hegseth aproveitou para criticar "a esquerda internacional" e instou seus parceiros latino-americanos a abandonar o Estatuto de Roma e, portanto, o Tribunal Penal Internacional (TPI).

"A esquerda internacional, junto com seus meios afins, busca impor de maneira ilegal a jurisdição do TPI sobre o pessoal e as operações militares dos Estados Unidos e seus parceiros. É notável que este suposto tribunal e outros organismos globalistas enfraquecem nossos esforços, enquanto não exigem responsabilidades dos verdadeiros terroristas e tiranos", sustentou.

No fórum também intervieram o senador americano Bernie Moreno, o comandante do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos (SOUTHCOM), o general Francis L. Donovan, e o presidente panamenho, José Raúl Mulino, que manteve uma reunião prévia com Hegseth.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?