O Movimento 23 de Março (M23), grupo rebelde que domina a cidade de Bukavu, no leste da República Democrática do Congo (RDC), revisou nesta sexta-feira para baixo o balanço de vítimas mortais do incêndio ocorrido na noite anterior, fixando-o em 26 falecidos, todos eles menores de idade, e declarou três dias de luto.
A Aliança do Rio Congo (AFC), braço político das milícias do M23, detalhou em um comunicado divulgado nas redes sociais que entre os mortos há "20 meninas e seis meninos", e que o fogo provocou ainda "várias dezenas" de feridos, que continuam recebendo atendimento em diferentes centros de saúde de Bukavu, capital da província de Kivu Sul.
O grupo ressaltou que se trata de um recorte provisório, depois que fontes médicas elevaram inicialmente para 29 as vítimas mortais pelo "grave" incidente, diante do qual expressou sua "profunda consternação".
Em resposta à tragédia, o M23 proclamou três jornadas de luto nacional a partir desta sexta-feira, durante as quais a bandeira do país "e a da AFC/M23" permanecerão a meia haste em todos os imóveis sob seu controle nesta província limítrofe com Ruanda e Burundi.
O incêndio foi declarado em uma residência do bairro de Cimpunda e se propagou rapidamente, afetando cerca de 50 casas adicionais e desencadeando cenas de pânico entre os residentes, assim como entre os alunos das escolas primárias de Furaha e Ujama.