Cabello descarta que a liberação de presos políticos seja discutida no diálogo com a oposição

Diosdado Cabello nega que a libertação de presos políticos faça parte das negociações com a oposição e choca com os números do Foro Penal.

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O ministro para Relações Interiores, Justiça e Paz e secretário geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, afirmou nesta segunda-feira que a libertação de presos políticos na Venezuela "jamais" fez parte da agenda dos diálogos abertos entre a Assembleia Nacional e o Parlamento opositor constituído em 2015, que começaram no início de agosto.

"Jamais se tocaram esses temas dentro das mesas, jamais", insistiu o dirigente chavista em uma comparecência diante da mídia, na qual ressaltou ainda que a questão das excarceracões "não tem nada a ver com as ONG" nem com o Foro Penal, organização que mantém seu próprio registro de presos políticos liberados e ainda detidos.

Neste contexto, após apontar que "uns cobram dinheiro e outros querem cobrar politicamente" em torno a este assunto, Cabello destacou que os pontos discutidos entre representantes do oficialismo e setores da oposição "foram muito claros".

"Aí cada um defende sua parcelita", sustentou o líder do PSUV, apontando que, segundo sua versão, há opositores que estariam exigindo a libertação de pessoas de seu entorno implicadas em delitos, entre eles alguns vinculados ao narcotráfico.

Em paralelo, a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, reiterou nesta segunda-feira o dado que já havia oferecido mais de uma semana antes sobre o número de pessoas excarceradas desde o início da intervenção dos Estados Unidos no país no início do ano, no âmbito do denominado Programa para a Paz e a Convivência Democrática.

"Como resultado do Programa de Convivência Democrática e Paz, até esta data, 1.046 venezuelanos foram liberados, 12.000 pessoas receberam benefícios processuais e continuaremos avançando com responsabilidade", manifestou a inquilina de Miraflores, admitindo que ainda persistem "problemas importantes por resolver".

Por sua parte, o último relatório do Foro Penal registra que esta ONG somente conseguiu certificar até agora a excarceracão de 78 presos políticos "desde o 14 de agosto" do presente ano.

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