O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, deu instruções para que sejam trasladados a Bogotá 20 reclusos vinculados a estruturas criminosas que permaneciam encarcerados em diferentes centros penitenciários de Barranquilla, no norte do país.
"Por ordem minha diretamente, o Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (INPEC) está pondo fim às zonas de conforto de quem pretende continuar delinquindo a partir das prisões. Ordenei o traslado para estabelecimentos penitenciários de Bogotá de 20 pessoas privadas de liberdade que estavam recluídas em Barranquilla", indicou o mandatário em uma mensagem divulgada através de suas redes sociais.
De la Espriella precisou que dez dos internos estavam retidos em dependências da Polícia nesta zona do Caribe colombiano, enquanto os outros dez permaneciam na prisão distrital de Barranquilla. "Os traslados estão sendo realizados sob rigorosas, máximas e extremas medidas de segurança, com apoio da Força Pública, para evitar fugas, resgates ou atentados", acrescentou.
Entre os 20 presos figuram integrantes das bandas criminosas Los Costeños e Los Pepes. Todos eles serão levados inicialmente à capital, Bogotá, e posteriormente realocados em diferentes prisões do território nacional "de acordo com as determinações de segurança que adotar o INPEC".
"A ordem presidencial é clara: das prisões não se extorque, não se ameaça nem se dirige o crime. As prisões da Colômbia são controladas pelo Estado, não pelos criminosos. Acabaram-se os privilégios e a conivência com o crime", remachou o chefe do Estado.
Em paralelo a essas decisões, as autoridades penitenciárias já haviam empreendido um plano de redistribuição de internos para reduzir a superlotação e reforçar a segurança tanto da população reclusa quanto do pessoal. No início de agosto, procedeu-se ao traslado de 403 presos para diferentes prisões do país latino-americano, segundo informou o diário 'El Colombiano'.
O INPEC tornou pública essa cifra depois de comunicar inicialmente o movimento de 117 internos catalogados como "de alto perfil". Em detalhe, no dia 7 de agosto, foram realocadas 39 pessoas privadas de liberdade, enquanto no dia seguinte foi completada a operação com o traslado de outros 364 presos.
Com este pacote de medidas, o Governo pretende reforçar o controle sobre o sistema penitenciário, aumentar os níveis de segurança e neutralizar a capacidade das organizações criminosas de continuar coordenando ou potencializando suas atividades de dentro das prisões, desarticulando assim qualquer estrutura delitiva que tenham consolidado nos centros de reclusão.