De la Espriella garante proteção à excandidata do Pacto Histórico atacada a tiros em Santa Marta

Abelardo de la Espriella ordena proteção para Naylea Barros após o tiroteio contra seu veículo em Santa Marta e reclama uma investigação minuciosa.

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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, comunicou nesta terça-feira que o Governo oferecerá proteção à ex-candidata do Pacto Histórico Naylea Barros, depois que na segunda-feira ela foi alvo de um tiroteio em Santa Marta, na região norte do país.

De la Espriella explicou nas redes sociais que "Acabei de falar com o comandante da Polícia de Santa Marta para pedir uma investigação minuciosa que permita esclarecer o que ocorreu com Naylea Barros, ex-candidata à Câmara pelo Pacto Histórico", em referência ao ataque sofrido pela jornalista e política vinculada ao partido do ex-presidente Gustavo Petro.

O mandatário adiantou que tomará "as medidas que corresponderem" a partir dos relatórios oficiais que receber sobre o caso e sublinhou que, como primeiro passo, "será disponibilizada a proteção necessária" para Barros "enquanto se esclarecem as circunstâncias do caso".

Além disso, ressaltou que "O Governo agirá com responsabilidade, sem antecipar conclusões, verificando os fatos e garantindo os direitos de todos, incluindo os da oposição, que terá plenas garantias na Era do Tigre", em alusão ao seu apelido, 'o tigre'.

Tiroteio contra o veículo de Naylea Barros

A própria Barros, jornalista e ex-candidata, denunciou que seu carro particular foi alvo de disparos quando circulava por Santa Marta, incidente que não deixou feridos.

Em uma nota pública, detalhou que o automóvel foi atacado por desconhecidos que "realizaram várias detonações de arma de fogo contra o veículo". Segundo seu testemunho, "Os disparos atingiram o vidro traseiro esquerdo, logo atrás do assento onde eu havia estado minutos antes, antes de deixar meus pais e mudar de posição dentro do veículo".

A ex-candidata sustenta que este ataque "se soma a mais de três meses de ameaças, assédios e intimidações que também recaíram sobre pessoas próximas a mim". Por este motivo, manifestou seu repúdio absoluto a "qualquer forma de violência" e reclamou que se leve a cabo uma investigação aprofundada sobre o que aconteceu.

Barros lamentou o clima de violência que, em sua opinião, atravessa o país e expressou que "Me recuso a acreditar que este país, preferiu o ódio acima da vida. A violência não pode ser utilizada para silenciar aqueles que pensamos diferente. Continuarei exercendo meu trabalho jornalístico, político e social, porque defender a vida, a democracia e a dignidade, não pode ser motivo de perseguição".

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