Estados Unidos expressou nesta quinta-feira seu apoio à decisão do Executivo de Keiko Fujimori no Peru de cortar as relações diplomáticas com o Irã, uma medida justificada por Lima pelo "deterioro democrático" no país persa e "a disrupção do comércio internacional através do estreito de Ormuz", entre outros argumentos.
Em um comunicado oficial, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, destacou que "Estados Unidos elogia a decisão do Peru de romper as relações diplomáticas com o Irã. O regime iraniano tem explorado há muito sua presença diplomática no exterior para semear caos e terror".
Washington celebrou assim o "valente passo" dado pelo Peru, ao considerar que lança uma "mensagem clara" a Teerã. "O terrorismo do regime, no país e no exterior, não ficará sem resposta", ressaltou Pigott em sua nota.
A capital peruana decidiu "romper relações diplomáticas" com o Irã, mantendo, no entanto, os vínculos consulares. O Governo justificou a medida tanto pela situação política interna iraniana quanto pelo impacto das tensões no estreito de Ormuz sobre o comércio global e pela "obstrução" às inspeções do Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) em território iraniano.