Itália localiza outros quatro corpos após o naufrágio de uma embarcação com migrantes na Tunísia

Itália comunica a descoberta de quatro novos cadáveres frente à Tunísia após um naufrágio, enquanto a OIM alerta para o elevado número de mortos no Mediterrâneo.

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A Guarda Costeira italiana informou esta quarta-feira sobre a descoberta visual de outros quatro corpos sem vida frente às costas da Tunísia, após o recente naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes tunisinos que tentavam alcançar território europeu cruzando o mar Mediterrâneo.

Em uma nota oficial, o organismo destacou que "o Centro Nacional de Operações da Guarda Costeira italiana recebeu na terça-feira um relatório de uma embarcação pertencente a uma organização não governamental sobre três cadáveres em estado avançado de decomposição frente à costa tunisina, aproximadamente a 36 milhas náuticas (cerca de 66,7 quilômetros) de Zarzis, em uma área de responsabilidade de busca e resgate líbia e tunisina".

Além disso, acrescentou que "nesse mesmo dia, uma aeronave operada por uma organização não governamental informou sobre outra avistamento, ainda se desconhece se está relacionado com o primeiro, sobre a presença de um cadáver, também em estado avançado de decomposição, na mesma zona marítima".

A Guarda Costeira precisou que todos esses dados já foram enviados aos "centros de coordenação de resgate marítimo" da Tunísia, Líbia e Malta, e ressaltou que, por enquanto, não há confirmação oficial de que os corpos tenham sido recuperados.

O comunicado foi divulgado dois dias depois de as autoridades tunisinas informarem sobre a localização de doze cadáveres após o afundamento da embarcação frente à província de Zarzis, destacando que as tarefas de busca e resgate continuam ativas na área.

Segundo os números publicados no site da Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 1.700 pessoas perderam a vida até agora este ano tentando atravessar o Mediterrâneo rumo à Europa, e contabilizam-se mais de 26.700 falecidos desde 2014 na rota do Mediterrâneo central, considerada a mais letal.

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