O ministro da Defesa da Venezuela, o general Gustavo González, apoiou nesta quarta-feira o acordo alcançado entre Caracas e Washington pelo qual os Estados Unidos assumirão o controle de uma parte das reservas de petróleo do país, sublinhando que o objetivo é avançar em direção à paz e não uma "subordinação".
"Transformar uma diferença política em um acordo de cooperação econômica é somente uma decisão de ir à paz, não é uma subordinação", sustentou o alto comando militar, após seu habitual encontro com a presidenta encarregada, Delcy Rodríguez, depois da assinatura do pacto com os Estados Unidos, que terá uma vigência total de 25 anos e pelo qual uma parte dos recursos naturais ficará nas mãos americanas.
O general expressou assim o apoio integral das Forças Armadas venezuelanas ao acordo selado com Washington, que se enquadra em um programa de desenvolvimento energético. "Estamos completamente de acordo, apoiamos todas as ações que nossa comandante na Venezuela teve a bem para alcançar a prosperidade e o bem-estar que veremos em breve no país", manifestou.
Do Governo de Caracas, insistiu-se que o convênio "manterá a soberania sobre seus recursos" e gerará receitas estimadas em torno de 200.000 milhões de euros. O entendimento bilateral —pelo qual os Estados Unidos obtêm o "controle majoritário" de um quinto das reservas petrolíferas venezuelanas— prevê impulsionar o desenvolvimento energético por meio de investimentos em diversos setores.
O titular da Defesa reiterou que as Forças Armadas não percebem riscos para a soberania nacional, nem ações contrárias à paz nem focos de conflito dentro do território, enfatizando que o acordo contribui para a estabilidade e para a proteção das infraestruturas estratégicas do país.
Segundo concluiu o general, este instrumento abre a porta à chegada de capital estrangeiro, o que permitirá criar novos postos de trabalho e elevar os níveis de produção na economia venezuelana.