O partido governante do Cazaquistão roça três quartos dos votos nas legislativas, segundo sondagens à pé de urna.

Adilet arrasa nas legislativas do Cazaquistão com mais de 70% dos votos e uma participação de 74,19%, segundo pesquisas de boca de urna.

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O partido oficialista Adilet (Justiça) impôs-se com folga nas eleições legislativas realizadas neste domingo no Cazaquistão, ao superar os 70% dos sufrágios de acordo com várias pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas. A participação cidadã alcançou 74,19%, segundo os dados fornecidos pelas autoridades eleitorais.

De acordo com essas sondagens, outras quatro formações teriam conseguido ultrapassar o limiar mínimo de 5% exigido para acessar ao Parlamento, embora a uma distância considerável de Adilet. Concretamente, 71,8% dos eleitores teriam se decidido por Adilet, 6,4% pelo Partido Auyl, 5,4% pelo Partido Respublica, 5,2% pelo Partido Democrático Nacional Socialista (NSDP) e 5,1% pelo Partido Democrático Ak Zhol, segundo o estudo do Instituto de Integração Euroasiática citado pelo portal Kazpravda.

Logo atrás está o Partido Popular do Cazaquistão (PPK), que teria ficado com 3% dos votos, enquanto o Partido Verde Baitak teria obtido cerca de 1% de apoio. O restante dos votos corresponderia à opção "contra todos", que soma 2,1%, conforme detalhou uma porta-voz do Instituto, Gulden Emisheva.

Outros trabalhos demoscópicos, elaborados pelo Instituto para a Pesquisa Social Integral (Socis-A) e pelo Instituto de Política Pública, apontam na mesma direção e confirmam cifras praticamente idênticas às do Instituto de Integração Euroasiática.

A amostragem que sustenta essas projeções se baseia em 30.000 entrevistas realizadas em 200 colégios eleitorais espalhados por todo o país, dos quais 129 estão em núcleos urbanos e o restante em áreas rurais.

Nestas eleições são escolhidos os 145 assentos do novo parlamento unicameral cazaque, o Kurultai, surgido após a recente reforma constitucional que desmantelou a anterior estrutura bicameral. No processo, não foi permitido a participação de partidos opositores nem de candidatos independentes que não estejam alinhados com o presidente Kasim Yomart Tokaev.

Cabera a esta nova câmara designar também um vice-presidente, uma figura que não existia há três décadas e que poderia se tornar uma plataforma para uma possível sucessão de Tokaev, que já conta com 73 anos.

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