Pelo menos três pessoas perderam a vida e outras treze ficaram feridas nesta sexta-feira em uma ofensiva com drones atribuída ao Exército ucraniano contra a autoproclamada República Popular de Donetsk, segundo comunicaram as autoridades da região.
"Três pessoas morreram, entre elas um adolescente, e outros treze civis ficaram feridos hoje na república devido aos ataques de drones das Forças Armadas ucranianas e à detonação de um drone", informou o governador regional, Denis Pushilin, em um comunicado em suas redes sociais.
O próprio Pushilin também precisou que, em decorrência desses ataques, "dois edifícios residenciais, seis instalações de infraestrutura civil, um micro-ônibus com passageiros, seis caminhões e três carros" sofreram danos nas localidades de Donetsk, Horlivka, Torez, Yenakiyeve, Debaltseve, Dokuchayevsk e Khartsyzsk.
Nos últimos meses, a Rússia proclamou novos avanços militares no leste da Ucrânia, com especial incidência em Donetsk, uma região que, junto com Lugansk, ambas integradas no Donbás, já era cenário de confrontos desde 2014 entre milícias separatistas pró-russas e as forças governamentais ucranianas.
Este novo ataque ocorre poucas horas depois de que um bombardeio russo contra um centro comercial na cidade de Krivói Rog, na província de Dnipropetrovsk, causasse 15 mortos e 130 feridos.
Neste contexto, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, transmitiu informações sobre este e outros ataques do Exército russo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, durante uma conversa telefônica que também divulgou em suas redes sociais.
Zelenski defendeu assim diante do diplomata português que "é preciso fazer tudo o que for possível para pôr fim a esta guerra", pelo que as Nações Unidas, assegurou, manterão seus esforços nessa linha e, em particular, para "a busca de soluções".