Quatro pessoas perderam a vida neste sábado depois que o helicóptero em que viajavam caiu em uma área de difícil acesso de Vista Chinesa, no bairro de Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Entre as vítimas estão o piloto e três turistas de nacionalidade colombiana pertencentes à mesma família, segundo informou o jornal brasileiro "O Globo".
O sinistro ocorreu ao longo da manhã, quando o aparelho, um modelo Robinson R44 operado pela empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda., colidiu em uma área de vegetação densa próxima a Vista Chinesa. As equipes de emergência receberam o aviso às 11h11 (hora local).
As autoridades locais confirmaram o falecimento dos quatro ocupantes do helicóptero, cujos corpos ficaram carbonizados devido ao impacto e ao incêndio posterior.
As vítimas foram identificadas como Alessandro Rocha, o piloto, e as turistas colombianas Rocío Cubillos (59), Sofía Murillo (17) e Wendy Manrique (37).
De acordo com o referido meio, a família colombiana era composta por seis pessoas que chegaram ao Rio na última segunda-feira com a intenção de permanecer na cidade até a próxima terça-feira.
Os seis familiares haviam contratado um voo panorâmico para contemplar a cidade do ar por cerca de 4.400 reais brasileiros, mas decidiram se dividir em dois grupos para realizar o passeio.
As três mulheres que finalmente faleceram decolaram por volta das 10h40, enquanto os outros três parentes ficaram em terra aguardando o retorno do helicóptero.
Após o acidente, efetivos do Grupo de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros localizaram a aeronave acidentada e recuperaram os corpos por meio de um sistema de içamento. Posteriormente, foram transportados por uma tirolesa antes de serem enviados ao Instituto de Medicina Legal (IML).
Um dos familiares relatou a "O'Globo" que no início do voo — enquanto aguardava em terra — manteve contato por mensagens com seus parentes, mas a comunicação foi interrompida de forma repentina quando sua irmã parou de responder.
Mais tarde, ouviu trabalhadores da área comentarem que o piloto havia sido obrigado a realizar um pouso de emergência e, aproximadamente uma hora depois, soube da confirmação do sinistro através dos meios de comunicação.
O piloto, também falecido no ato, acumulava quase vinte anos de experiência como aviador e instrutor de ultraleves e helicópteros, algo que mostrava em suas redes sociais, cheias de fotografias e vídeos de seus voos.
O helicóptero acidentado levava instalada uma câmera para registrar os trajetos turísticos. O dispositivo foi resgatado pelas equipes de emergência e será submetido a uma análise pericial com o fim de determinar se contém imagens que ajudem a esclarecer o que ocorreu antes da queda.
Por enquanto, as autoridades não determinaram as causas do sinistro, que representa o quinto acidente mortal em um ano no estado do Rio de Janeiro.
Revisão da segurança nos voos panorâmicos
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, deslocou-se até o local do acidente e reclamou uma intervenção imediata da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), chegando a levantar a possibilidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos na cidade enquanto se revisam as condições de segurança.
"Isto não pode ser considerado normal. Eu me certifiquei de ligar para o presidente da Anac e enviamos imediatamente um comunicado da Prefeitura do Rio para que adote medidas em relação aos voos no Rio de Janeiro. A Anac terá que tomar uma decisão e se pronunciar. Inclusive poderia ser considerada a possibilidade de suspender os voos panorâmicos durante uma semana, duas semanas ou o tempo que for necessário para realizar uma inspeção mais aprofundada dos helipontos, das aeronaves e sua manutenção", declarou em declarações coletadas pelo mesmo meio.
A Agência Nacional de Aviação Civil, por sua vez, expressou suas condolências pelo acidente e destacou que "está em contato com a Prefeitura do Rio de Janeiro para realizar conjuntamente a supervisão, especialmente dos voos panorâmicos".