A Global Sumud Flotilla (GSF) denunciou que o ativista tunisiano Wael Nawar se encontra em situação "crítica" depois de manter durante 21 dias uma greve de fome. O jejum é sua forma de protesto contra a prisão preventiva que lhe foi imposta na Tunísia e que também afeta outros três membros do coletivo.
Os advogados que puderam entrevistar os ativistas na prisão de El Mornaguia relatam que Nawar "sofre dor estomacal grave, exaustão extrema, incapacidade para ficar de pé ou caminhar ininterruptamente e tem grande dificuldade para falar".
Segundo assinalou a organização, "A saúde de Nawar se deteriora (...) com falta de eletrólitos agravada pelas ondas de calor extremo que aceleram seu deterioro físico até níveis habituais a partir do dia 30 de greve de fome", e sublinha que nas últimas três semanas faleceram 20 internos em prisões tunisianas devido ao calor.
Nawad e os ativistas Nabil Chanufi, Ghassan Henchiri e Ghassan Bughdiri permanecem há quase seis meses em prisão preventiva, após sua prisão em março por sua participação na missão da Flotilha Sumud, que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza desafiando o bloqueio israelense.
No que diz respeito ao estado de saúde do restante dos detidos, indica-se que Bughdiri sofre uma erupção cutânea que o afeta em todo o corpo, enquanto Henchiri requer uma intervenção cirúrgica pelas lesões sofridas durante sua participação na flotilha e também apresenta erupção cutânea por "atendimento médico inadequado". A Global Sumud Flotilla sustenta que a situação dos quatro ativistas viola o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos.
Por isso, a organização exige a libertação "imediata e incondicional" dos quatro, que lhes seja proporcionado tratamento médico fora da prisão, a retirada das acusações de caráter político e o fim de todas as restrições impostas à atividade política de outros ativistas.