Ayuso reclama devolver aos menores de Ceuta e alerta que a crise migratória se repetirá

Ayuso pede para devolver os menores que chegaram a Ceuta, acusa o Governo de inação e adverte que a crise migratória se repetirá.

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A presidenta da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, reclamou nesta quarta-feira que se proceda à devolução dos menores que chegaram a Ceuta durante a entrada massiva registrada na semana passada. A seu ver, a Espanha está "muito sozinha no mundo" após ter enfrentado potências como os Estados Unidos e advertiu que "isso vai voltar a acontecer".

"O lógico é que voltem para suas casas. É que isso é o lógico. Eu não me imagino a Espanha abandonando, à sua sorte, por outros países, seus crianças", manifestou diante dos meios de comunicação após se reunir com os prefeitos dos 17 municípios afetados pelo incêndio da Sierra Oeste.

Ayuso sustenta que "cada nação tem que se responsabilizar por sua infância e por seus cidadãos" e considera "incrível deixá-los" em outro país. A este reproche, somou sua surpresa por ver "três ministérios fundamentais se pegando".

"O de Defesa com o de Interior e com Exteriores, cada um como Pancho Villa, sem se entender, e diretamente já enfrentados. Isso, que imagem dá diante do mundo, diante da segurança, diante das nossas fronteiras?", questionou a dirigente madrilena, que também censurou que o presidente do Governo esteja "de férias sem que ninguém o incomode" enquanto se vive uma "crise humana".

Desde a Comunidade de Madrid, sublinharam que a presidenta "segue com as férias suspensas" enquanto "oposição, ministros e Sánchez estão na praia".

Para Ayuso, a situação em Ceuta é "insustentável", por isso exigiu que se atue para que "não fique uma só pessoa em situação ilegal" na Cidade Autônoma, tampouco "por seus montes". Asegura que "não se pode viver assim" com esse nível de "insegurança" e rejeita que este panorama seja "próprio da União Europeia".

"Nos demonstra, sobretudo, que a Espanha está muito sozinha diante do mundo. Nos tornamos muito bravos ao enfrentar as primeiras nações ocidentais e a dar as costas aos Estados Unidos e a muitas outras. E agora, quando vêm os problemas autênticos, estamos sozinhos", acrescentou.

Além disso, considera que a forma como foi gerido este episódio "demonstra que quando quiserem uma nova invasão poderão fazê-lo gratuitamente" e que o Governo central voltará a "buscar culpados em outros lugares", como interpreta que aconteceu com as críticas dirigidas à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

"Isto vai voltar a acontecer, e isto não vai ter um fim se não se colocar a funcionar um Estado de Direito a lei e a ordem que deveria preservar este Governo, totalmente responsável como o de Marrocos", concluiu.

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