Carlos Cuerpo apoia Marlaska diante do possível aviso do CNI em Ceuta e defende que não há contradição

Carlos Cuerpo se alinha com Marlaska sobre a crise migratória em Ceuta e nega contradições com Defesa em relação aos avisos do CNI.

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O vice-presidente primeiro e ministro da Economia, Comércio e Empresa, Carlos Cuerpo, optou por apoiar a versão do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, sobre a crise migratória registrada em Ceuta no passado 30 de julho. Cuerpo se referiu às manifestações de Marlaska, nas quais este sublinhou que "não houve nenhum relatório" que antecipasse uma entrada "sem precedentes" de migrantes na cidade autônoma.

Essas palavras foram interpretadas em contraste com a posição expressa pela ministra da Defesa, Margarita Robles, que defendeu que os efetivos do Centro Nacional de Inteligência (CNI) desempenharam seu trabalho nos dias anteriores à chegada maciça, supervisionando a situação e transmitindo suas avaliações às Forças e Corpos de Segurança e à Delegação do Governo.

Questionado pelos jornalistas em Granada nesta quarta-feira, Cuerpo descartou que exista qualquer choque entre ambas as versões. "Não acredito que exista alguma contradição. O ministro do Interior explicou isso perfeitamente e me refiro às suas palavras", destacou durante sua apresentação perante os meios de comunicação.

O titular da Economia enfatizou que "todos éramos conscientes nos dias anteriores de um aumento nas chegadas a nado", embora tenha ressaltado que "há um salto substancial" entre essa informação prévia e a magnitude da entrada maciça de pessoas migrantes provenientes do Marrocos que finalmente ocorreu em 30 de julho.

Cuerpo acrescentou que, "se tivesse tido conhecimento da extensão do alcance desse risco, evidentemente teriam sido tomadas as medidas necessárias e oportunas", insistindo assim que o Governo teria agido de outra maneira se tivesse conhecido com antecedência a envergadura do episódio.

Em paralelo, o ministro de Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, reiterou em uma entrevista radiofônica nesta quarta-feira que nos dias anteriores a 30 de julho "não houve comunicação" de que fossem chegar a Ceuta "dezenas de milhares de pessoas", apoiando igualmente a versão oferecida por Marlaska.

Torres defendeu que o titular do Interior "foi claro em sua manifestação e acredito que foi uma resposta praticamente 'in situ' ao que era a intervenção da ministra", em alusão às palavras de Robles sobre o papel do CNI.

Por sua parte, o porta-voz do PSOE no Congresso, Patxi López, apontou esta quarta-feira que as explicações dos ministros da Defesa e Interior sobre a existência ou não de avisos prévios do CNI acerca da chegada massiva de milhares de migrantes a Ceuta "podem ser verdade ao mesmo tempo". A seu ver, é plausível que os serviços de Inteligência tenham alertado sobre certos movimentos de pessoas, mas sem conseguir prever a "dimensão extraordinária" que finalmente adquiriu a avalanche.

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