Sánchez promete a Ceuta 100 milhões a mais de ajudas, trato especial na UE e uma visita do Rei "nas próximas semanas"
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O presidente do Governo, Pedro Sánchez, prometeu aos ceutíes outros 100 milhões a mais de ajudas para aliviar as consequências da entrada massiva de migrantes do passado 30 de julho, assim como reclamar na União Europeia um tratamento especial para as cidades autônomas, incluindo um regime fiscal próprio como o das Canárias, e uma visita do rei Felipe VI "nas próximas semanas". Segundo explicou diante do Plenário do Congresso, o Conselho de Ministros já aprovou na terça-feira um primeiro pacote de 309 milhões de euros em ajudas e investimentos, o que equivale a 16% do PIB ceutí, e que inclui transferências diretas, bonificações fiscais e programas de apoio para os trabalhadores, autônomos e empresas que tenham sido afetados por esta crise. E acrescentou que agora o Executivo trabalha com as autoridades locais para desenhar uma ampliação extraordinária desse Plano Ceuta, que espera aprovar nas próximas semanas e que destinará pelo menos outros 100 milhões a mais para financiar medidas estruturais que garantam um futuro próspero e seguro à cidade.REGIÃO ULTRAPERIFÉRICA Sua ideia também é "reforçar a presença da Europa em Ceuta e Melilla", pois considera que na integração espanhola de 1986 "faltou ambição" e "chegou a hora de corrigir esse erro e de alcançar uma integração plena de nossas cidades autônomas na União Europeia". Assim, indicou que oferecerá a Ceuta e Melilla "uma cadeira permanente no Comitê das Regiões" e proporá sua inclusão na União Aduaneira "buscando um regime fiscal favorável como se conseguiu com as ilhas Canárias". Da mesma forma, pedirão a Bruxelas que lhes reconheça o status de região ultraperiférica, "algo que traz numerosas vantagens". "A ambição é conseguir que Ceuta e Melilla se integrem mais na União Europeia --ressaltou--. Que Bruxelas entenda que esses territórios não são um problema fronteiriço que deve sofrer, mas uma parte integral do passado e do futuro da Europa que deve ser reconhecida e tratada como tal". Igualmente, lembrou que o Governo pediu ao Chefe de Estado que visite Ceuta e Melilla "nas próximas semanas" para que "transmita o compromisso absoluto do Estado com essas Cidades Autônomas".CEUTA SALDRÁ MAIS FUERTE Sánchez quis deixar claro que seu Executivo investiu em Ceuta e Melilla "mais do que qualquer outro governo na democracia", o que quantificou em 577 milhões de euros, "o dobro do que transferiu o último Governo do PP". Além disso, garantiu aos ceutíes que gerenciará esta crise "com honestidade": "Não vamos prometer soluções mágicas, como fazem outros. Vocês são conscientes de que muitos dos que agora visitam Ceuta nunca estiveram antes e não se lembraram de vocês quando estavam no poder e tinham a possibilidade de fazer algo", acrescentou. Seu prognóstico é que "Ceuta sairá reforçada desta crise". "Não vamos parar de trabalhar até que Ceuta saia desta encruzilhada mais forte, mais próspera e mais integrada com o resto da Espanha e da União Europeia. Não será fácil. Nunca é. Mas conseguiremos. Esse é nosso compromisso", finalizou.