Imbroda urge a Felipe VI a viajar a Ceuta e Melilla sem mais delongas

Imbroda reclama que Felipe VI visite Ceuta e Melilla diante da grave crise migratória e pede ao Governo que permita a viagem do Rei.

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O presidente de Melilla e líder do PP na cidade autônoma, Juan José Imbroda, instou neste sábado que o Rei Felipe VI se desloque a Ceuta e Melilla "sem mais delongas", após a crise vivida em Ceuta e os episódios de forte pressão migratória que sofrem ambas as praças desde 30 de julho de 2026.

Imbroda fez este apelo através de suas contas oficiais nas redes sociais, consultadas pela Europa Press, onde sublinhou que chegou "o momento" de que o chefe de Estado visite os dois territórios norte-africanos.

"Acho que já chegou o momento de que nosso Rei, Felipe VI, visite Ceuta e Melilla", assinalou o dirigente melillense, lembrando que os anteriores monarcas Alfonso XIII e Juan Carlos I já compareceram em seu dia às cidades autônomas.

Nessa linha, Imbroda apontou que "fizeram isso antes Alfonso XIII e Juan Carlos em 2007", aludindo à viagem que o rei emérito realizou a Ceuta e Melilla em novembro daquele ano, e reiterou seu pedido para que Felipe VI retome agora essa presença institucional.

"Mas sem mais delongas", rematou o presidente de Melilla em sua mensagem dirigida ao Rei, acompanhada por uma fotografia ao lado de Don Felipe tirada em uma das recepções realizadas no Palácio da Zarzuela.

A demanda de Imbroda ocorre em um contexto marcado pela situação excepcional que atravessa Ceuta, com a entrada de mais de 70.000 migrantes marroquinos e a morte de mais de uma centena deles ao tentar alcançar a nado a cidade espanhola, assim como por outras 1.300 chegadas registradas em Melilla no mesmo intervalo, neste caso sem que tenham sido contabilizados falecidos.

A reivindicação coincide ainda com as declarações do presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, que manifestou que o Rei "quer ir a Ceuta" porque "lhe corresponde" como chefe de Estado diante da "crise humanitária, de saúde pública e de ordem pública" que atravessa a cidade autônoma, reclamando ao Executivo de Pedro Sánchez que "autorize" esse deslocamento.

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