A secretária geral do PSOE-A, María Jesús Montero, atacou o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, a quem acusa de "abraçar o discurso da ultradireita" em matéria de segurança e narcotráfico e de assumir, a seu entender, os planteamentos da extrema direita para "alarmar a população e gerar medo" apesar dos dados oficiais de criminalidade.
Segundo sublinhou a dirigente socialista, os números oficiais desenham um cenário "muito distinto" do que apresenta o presidente andaluz, com um retrocesso de 0,5% na criminalidade total, de 0,3% na delinquência convencional e de 7,8% nos delitos vinculados ao tráfico de drogas.
Montero insistiu que "Ao narcotráfico deve-se combater com todos os meios do Estado, não utilizá-lo politicamente para gerar medo. Depois de um verão desastroso na gestão das emergências, Moreno deveria olhar menos a palha no olho alheio e mais a viga no próprio".
Ao mesmo tempo, qualificou de "especialmente preocupante" que o chefe do Executivo andaluz coloque em questão decisões operativas da Guarda Civil, e defendeu "o magnífico trabalho que realizam todos os dias as Forças e Corpos de Segurança do Estado na Andaluzia", muitas vezes "em circunstâncias extraordinariamente difíceis e arriscando sua própria segurança".
A responsável do PSOE-A também destacou que a luta contra as redes criminosas "não se trava unicamente no âmbito policial". Nessa linha, ressaltou que "Mais emprego, mais habitação, mais educação e mais integração social também são segurança, Moreno. E aí deveria perguntar-se o que está fazendo seu Governo e assumir as responsabilidades que sim são de sua competência".
Montero acrescentou que "a escalada da qual Moreno tem que se encarregar é a do deterioro dos serviços públicos andaluzes" e lhe recriminou que, mais uma vez, utilize funcionários públicos para alimentar seu choque com o Governo central.
Nessa mesma linha, lembrou que "Já o fez com os profissionais que nos protegeram dos incêndios e foi vergonhoso. Agora pretende fazer o mesmo com as Forças e Corpos de Segurança do Estado. Depois de um verão desastroso na gestão das emergências, Moreno deveria olhar menos a palha no olho alheio e mais a viga no próprio".