O Centro Nacional de Inteligência (CNI) destacou que a informação enviada antes da entrada massiva em Ceuta no dia 30 de julho "não antecipou a magnitude e natureza do que acabou ocorrendo", tratando-se de um "fenômeno incomum" se comparado com crises migratórias anteriores.
Fontes do CNI —que lembram que mantiveram o "dever de sigilo" desde "o primeiro momento"—, divulgadas por Moncloa, afirmam que a desclassificação de documentos tornada pública nesta quarta-feira "evidencia" que o Centro "emitiu informação sobre uma campanha nas redes sociais que chamava ao assalto à cerca de Ceuta".
Com tudo, insistem que essa comunicação "não antecipou a magnitude e natureza do que acabou ocorrendo no dia 30, sendo um fenômeno incomum que não corresponde às crises migratórias conhecidas até a data".
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, sublinhou que o CNI "não emitiu nenhum alerta maior à sua cadeia de comando das Forças Armadas, da Polícia Nacional ou do Ministério da Defesa", precisando que "se limitou" a transmitir a informação "por mensagem e breve chamada telefônica ao Gabinete da Delegação do Governo de Ceuta e à UCE-3 da Guarda Civil".
Além disso, defendeu que a resposta do CNI foi "compreensível" com os dados dos quais se dispunha então, uma vez que "ninguém poderia antecipar a crise migratória que ocorreu nos dias 30 e 31" de julho. "Nenhum organismo competente o fez. Nem na Espanha, nem na UE", ressaltou nesta quarta-feira em uma mensagem no 'X'.