Saúde reúne as autonomias para fechar o envio de vacinas para os imigrantes em Ceuta

Saúde reúne as autonomias para acordar o envio de vacinas para os imigrantes em Ceuta e enviará uma delegação para avaliar o impacto sanitário.

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O Ministério da Saúde convocou nesta segunda-feira, 24 de agosto, as comunidades autônomas para uma reunião extraordinária para concretizar o fornecimento de vacinas destinadas aos milhares de imigrantes que permanecem em situação irregular em Ceuta, após o salto massivo desde Marrocos no dia 30 de julho, no qual intervieram cerca de 80.000 pessoas.

Como destacou a ministra da Saúde, Mónica García, na rede social X neste domingo, a Comissão de Saúde Pública se reunirá amanhã "em continuidade com a reunião da apresentação de vacinas realizada na semana passada" com a finalidade de "facilitar a doação de vacinas à Cidade de Ceuta enquanto o governo da cidade adquire mais doses no exercício de suas competências".

O encontro, marcado para as 12h00 e que será realizado por videoconferência, terá um único ponto na ordem do dia: "Mecanismo de solidariedade para vacinas em relação com a situação em Ceuta". Entre as vacinas mais demandadas figuram a tríplice viral, a da varicela, a da poliomielite, assim como as de tétano e difteria.

Visita de uma delegação de Saúde a Ceuta

Paralelamente, uma delegação do Ministério da Saúde, liderada pelo secretário de Estado da Saúde e presidente do Instituto Nacional de Gestão Sanitária (Ingesa), Javier Padilla, se deslocará na próxima semana a Ceuta para analisar no terreno o impacto da atual crise migratória no Hospital Universitário e nos dispositivos de Atenção Primária da cidade autônoma.

Segundo indicaram à Europa Press fontes do Executivo, na comitiva participarão também técnicos e vários responsáveis políticos do Ministério, que detém a competência sanitária na cidade autônoma.

Está previsto que Padilla possa permanecer vários dias em Ceuta durante esta missão, que ocorrerá oito dias após a viagem realizada pela titular da Saúde, Mónica García, que comparecerá na quinta-feira em comissão no Congresso, em uma sessão extraordinária, para prestar contas de sua atuação diante desta crise.

Aquela deslocação da ministra a Ceuta gerou uma forte controvérsia, já que, após retornar a Madrid, questionou a atuação do Governo local ao afirmar que não foi "suficientemente ágil" na hora de habilitar espaços para acolher os imigrantes recém-chegados. Além disso, classificou de "xenofobia" os avisos sobre um possível sobrecusto ou colapso do sistema de saúde pública ceutiano.

O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas (PP), replicou no dia seguinte à ministra lembrando que "ninguém pode dar lições a Ceuta de solidariedade". Além disso, qualificou de "absolutamente incorreto" o comportamento de García e a acusou de "tentar descarregar e eludir a responsabilidade colocando a culpa no Governo autonômico".

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