Cantábria aprova 3 milhões em ajudas para 2.300 pecuaristas e agricultores afetados pela seca

Cantábria aprova 3 milhões em ajudas diretas para 2.309 pecuaristas e agricultores diante da seca agrícola generalizada e da forte queda de forragens.

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O Governo da Cantábria, presidido pelo PP, decidiu habilitar uma ajuda extraordinária de 3 milhões de euros dirigida a 2.309 pecuaristas e agricultores a título principal da comunidade, com o fim de compensar o impacto econômico da seca agrária "generalizada" que sofre a região. Esta situação está causando uma notável perda de pastagens e um forte aumento dos custos de alimentação nas explorações.

Paralelamente, o Executivo autonômico enviou uma carta ao ministro da Agricultura, Luis Planas, para reclamar "uma ajuda urgente e imediata" destinada a todos os pecuaristas da Cantábria que contribua para enfrentar esta conjuntura. Além disso, o Governo regional assinalou que daria também as "boas-vindas" a qualquer medida de apoio que pudesse ser aprovada pela UE.

O anúncio foi realizado nesta sexta-feira pela conselheira de Desenvolvimento Rural, Pecuária, Pesca e Alimentação, María Jesús Susinos (PP), em uma coletiva de imprensa na qual esteve acompanhada por representantes do setor. Antes da coletiva, a conselheira havia se reunido com eles para transmitir diretamente a decisão do Executivo.

Susinos detalhou que a seca agrária generalizada está tendo "um impacto especialmente grave sobre a produção de produtos e cultivos forrageiros".

De acordo com as estimativas expostas pela conselheira, a redução da produção forrageira potencial situa-se atualmente em uma faixa de entre 18,62% e 32,07% em relação aos valores históricos registrados em cada estação meteorológica analisada.

No conjunto, a perda potencial média no âmbito regional ascende a 25,53%.

Por comarcas agrárias, a zona mais castigada é a do Pas-Iguña, onde a redução estimada supera 32%, seguida da Costera, com uma queda de -28,23%.

A seguir encontram-se as comarcas de Reinosa (-25,31%) e Tudanca e Cabuérniga (-23,43%), enquanto que a menos afetada até o momento é a de Liebana, com uma diminuição de -18,62%.

A conselheira assinalou que esta queda na produção forrageira ocorre em um contexto em que os pecuaristas já vinham suportando há tempo um aumento generalizado dos custos de produção, sobretudo em fertilizantes e combustíveis, além das complicações associadas a diversas doenças que afetam o setor.

Diante do fato de que as consequências desta seca, respaldadas com os dados coletados em um relatório enviado ao ministro, "já são relevantes", o Executivo autonômico considerou necessária "uma resposta" e por isso optou por colocar à disposição do setor esses 3 milhões de euros em ajudas.

Susinos destacou o "extraordinário" esforço que isso representa para o Governo regional reunir esses recursos, uma vez que, como lembrou, esta linha de apoio não figurava nos orçamentos autonômicos de 2026 por se tratar de uma circunstância "sobrevenida".

Para garantir que as ajudas cheguem com a maior rapidez possível, serão tramitadas por meio de um decreto de concessão direta que está "finalizando", com o objetivo de que os beneficiários possam recebê-las o quanto antes e, em qualquer caso, antes que termine o ano. "Se puder ser no mês de setembro, melhor do que em outubro", destacou a conselheira.

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