O vice-presidente primeiro e conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências, Antonio Sanz, instou o Executivo central a fornecer "maior segurança jurídica" aos membros das Forças e Corpos de Segurança do Estado, além de um reforço dos meios materiais, para intensificar a luta contra o narcotráfico na Andaluzia.
Em um áudio divulgado nesta terça-feira pela Junta, Sanz defendeu que "para enfrentar essa evolução da criminalidade, é necessário dotar as forças e corpos de segurança dos meios materiais necessários, mas também dotá-los de um marco jurídico, com pleno respeito aos direitos e liberdades dos cidadãos e do princípio da proporcionalidade, mas sem prejuízo da eficácia da ação policial".
O dirigente andaluz acusou o Governo de Pedro Sánchez de "abandono" na batalha contra as redes criminosas e reiterou a reclamação da Junta para reativar o Organismo Coordenador de Operações Antidrogas (OCON-Sur). Segundo denunciou, "o governo de Sánchez optou por não fazer, por não propor mudanças normativas, por não propor mais meios, porque não haja mais recursos, porque não haja mais pessoal e porque não haja unidades especializadas. Tudo ao contrário, as suprimiu".
Nesta mesma linha, o vice-presidente reclamou um "reforço" das unidades de investigação e intervenção, assim como das unidades de inteligência, e vinculou essa demanda ao "reconhecimento da atividade policial na Andaluzia como profissão de risco".
Sanz insistiu que "a Andaluzia não pode continuar pagando a incompetência de Sánchez e de Marlaska. Exigimos fatos do governo de Sánchez, acusamos de negligência e de irresponsabilidade o Ministério do Interior e o Governo por deixar abandonados e jogados à sua sorte, sem meios nem apoio, os corpos e forças de segurança do Estado na Andaluzia".
Paralelamente, solicitou "um aumento" das equipes da Polícia Nacional e da Guarda Civil, junto com uma reforma normativa que "blinde a autoridade dos agentes e eleve as consequências das agressões". Nesse contexto, propôs "a inclusão do ataque grave aos corpos e forças de segurança do Estado como eurocrime, reforçando as penas por isso".
Além disso, considerou "fundamental endurecer também o Código Penal e reformar a Lei de Processo Penal, um plano de renovação da frota marítima na Andaluzia em 24 meses e um plano de manutenção integral 24-7 para assegurar a operatividade constante".
Neste ponto, Sanz sublinhou a necessidade de modificar de forma "imprescindível" a lei orgânica das forças e corpos de segurança, à vista de "a conduta dos criminosos nas perseguições nas narcolanchas".
Segundo explicou, "o objetivo seria garantir uma maior segurança jurídica e proporcionalidade na reação e no ataque e na defesa por parte dos nossos corpos de segurança".
As palavras de Sanz se somam às do conselheiro de Inteligência Artificial, Desenvolvimento Digital e Administração Pública, José Antonio Nieto, que nesta terça-feira reclamou ao Governo central "um plano claro" frente ao tráfico de drogas e de pessoas, a quem descreveu como "as duas grandes máfias mundiais".