A CEO do Commerzbank está considerando deixar o cargo se o pacto com a UniCredit fracassar.

Bettina Orlopp subordina sua continuidade no Commerzbank ao entendimento com a UniCredit, que toca a metade do capital após sua OPA sobre o banco alemão.

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Bettina Orlopp, conselheira delegada do Commerzbank, apontou que sua continuidade no conselho de administração do segundo maior banco comercial da Alemanha deixaria de fazer sentido caso se fechasse um acordo com a UniCredit. A entidade italiana passará a controlar cerca de 50% do capital da entidade germânica após a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo banco que é liderado por Andrea Orcel.

"Só faz sentido se, em primeiro lugar, existir uma relação de confiança entre o conselho de supervisão e o conselho de administração e, em segundo lugar, houver acordo sobre a estratégia", sublinhou sobre sua posição no Commerzbank durante um encontro do setor financeiro organizado pelo diário alemão "Handelsblatt".

Na mesma linha, Orlopp confirmou que já foram retomadas as conversas com a UniCredit, uma vez concluído o período de adesão à OPA sobre o Commerzbank, no qual a entidade italiana adquiriu 17,60% do capital social do banco alemão, elevando assim seu peso na entidade até 47,59%.

"Se em algum momento surgir um desacordo, todos devemos nos comportar como adultos e encontrar uma solução", indicou a diretiva alemã ao referir-se ao rumo das negociações com o banco transalpino.

A UniCredit abriu no dia 5 de maio o prazo de aceitação de sua OPA sobre o Commerzbank, com o objetivo de ultrapassar o limite de 30% e oferecendo uma troca de 0,485 ações da UniCredit por cada título do banco alemão. Este período inicial concluiu no dia 16 de junho com uma taxa de aceitação de 12,51%, que na janela adicional de adesão, entre 20 de junho e 3 de julho, aumentou até 17,60%.

No entanto, a UniCredit precisou que esse percentual representa 49,65% dos direitos de voto do Commerzbank, dado que as ações próprias da entidade alemã carecem de direito de voto. Dessa forma, a participação efetiva aumentará até esse nível quando o banco germânico proceder à amortização de suas ações em tesouraria, "compromisso que assumiu".

O conselheiro delegado da UniCredit e o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, manterão um encontro no próximo 14 de setembro para abordar o futuro do banco e a participação de 12,7% que ainda conserva o Governo alemão. Fontes do Executivo confirmaram que o gabinete do chanceler Merz estaria avaliando se desfazer deste pacote acionário em favor da UniCredit se isso contribuir para fechar um acordo considerado vantajoso para a entidade germânica.

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