CEOE decidiu celebrar em Ceuta a seguinte reunião dos seus órgãos de governo, marcada para o dia 9 de setembro, como gesto de "apoio, proximidade e compromisso" com a cidadania ceutiana, seu tecido empresarial, os autônomos, os trabalhadores e as instituições, após os "graves acontecimentos" registrados no final de julho, "que atentam contra a soberania nacional e que comprometem a segurança, a convivência dos cidadãos de Ceuta e o normal desenvolvimento da atividade econômica na cidade autônoma".
Tal como assinalou esta terça-feira a patronal espanhola em uma nota pública, o encontro, que será liderado por Antonio Garamendi, reunirá os vice-presidentes da CEOE e os principais dirigentes territoriais da organização empresarial.
Na agenda dos órgãos de governo figura a análise da situação de segurança e de logística na cidade autônoma "e o necessário apoio do Estado na defesa dos direitos dos cidadãos e da integridade territorial de Ceuta e de Melilla", que é "innegociável" e que fazem parte da Espanha e da União Europeia, avisa a organização.
Da mesma forma, a patronal estudará o catálogo de medidas urgentes para salvaguardar o tecido econômico e social de Ceuta que a Confederação de Empresários de Ceuta (CECE), presidida por Arantxa Campos, enviou ao Ministério da Economia.
O objetivo dessas propostas é proteger empresas e pessoas, sustentar o emprego e evitar que os custos derivados de uma crise extraordinária e conjuntural acabem se tornando em cargas estruturais para o entrelaçado econômico e social ceutiano.
Segundo a CEOE, essas iniciativas deveriam se integrar em um plano extraordinário de recuperação e blindagem econômica da cidade, atuando de forma coordenada sobre a solvência, a liquidez, a dívida, o emprego e a segurança, a fim de impedir que a conjuntura atual acabe pesando sobre o consumo e o investimento.
Moratórias temporárias, ajudas diretas e reforço da segurança
Entre as propostas empresariais figura a implantação temporária de moratórias ou adiamentos em obrigações com a Administração para liberar liquidez e ganhar margem para a recuperação; ajudas diretas para compensar o prejuízo econômico derivado da crise; facilidades para a reestruturação e refinanciamento da dívida que permitam adaptar vencimentos e carga financeira ao novo cenário; assim como atuações específicas para proteger e sustentar o emprego.
Da mesma forma, propõe-se habilitar uma linha extraordinária de ajudas destinada a cobrir as necessidades adicionais de vigilância, proteção e segurança privada geradas pela crise, junto com uma simplificação administrativa que assegure que as medidas sejam tramitadas com agilidade e aplicadas de maneira imediata, garantindo assim sua efetividade.
Apoio às concentrações de 2 de setembro
"Diante de uma crise preocupante, que gera indignação e se prolonga no tempo, a CEOE reitera seu compromisso com Ceuta e com todos os seus cidadãos e apoia expressamente as concentrações que foram convocadas em toda a Espanha no próximo 2 de setembro, coincidindo com o dia da Cidade Autônoma de Ceuta, em solidariedade com o povo ceutí", sustenta a patronal em seu comunicado.
A organização que é liderada por Antonio Garamendi sublinha que as empresas espanholas continuarão contribuindo para a criação de emprego, para o progresso econômico e para a coesão social, "a partir da convicção de que a atividade empresarial é um dos principais fatores de estabilidade e prosperidade da sociedade".