A presidenta da Cepyme, Ángela de Miguel, qualificou de "bem-vindas" as ajudas aprovadas pelo Governo para Ceuta, embora tenha sublinhado que as empresas radicadas na cidade autônoma estão sofrendo uma redução de "quase 50%" em sua faturação. Por isso, insistiu na necessidade de recuperar o mais rápido possível a normalidade e de estabelecer uma abordagem "a médio e longo prazo".
"No final, esse tipo de ajudas não deixa de ser remendos que estão bem", indicou De Miguel, que defendeu na RNE que as empresas e os cidadãos de Ceuta possam "voltar à sua normalidade" e destacou a importância de reativar a atividade em setores como o turismo, chave para a economia local.
Em paralelo, o secretário-geral da UGT, Pepe Álvarez, ressaltou que as ações direcionadas a Ceuta devem se integrar em um plano de maior alcance. Ele avaliou que é "a primeira vez que um Governo da Espanha aborda os temas econômicos com um projeto" que lhe parece "muito importante".
Álvarez sustentou que Ceuta precisa "da implicação do Governo da Espanha, de toda a Espanha", com o objetivo de que seu tecido produtivo "viva por si mesma" e possa diminuir sua elevada dependência do setor de serviços.
Além disso, sublinhou que a solidariedade com Ceuta se evidenciaria "de maneira muito simples, clara e direta" se as 1.500 crianças que estão atualmente na cidade autônoma pudessem encontrar "um acolhimento" na Espanha.