Ferrovial tem previsto retirar a partir de setembro sua cotação da bolsa de Amsterdã, mercado ao qual transferiu sua sede social em 2023 com o objetivo de facilitar sua saída à bolsa nos Estados Unidos, uma vez que neste país já se negocia um maior número de ações da companhia do que na Espanha.
Em detalhe, a última jornada de contratação na Euronext Amsterdã foi fixada para o dia 10 de setembro de 2026, enquanto a exclusão definitiva deste parque neerlandês entrará em vigor no dia 11 de setembro de 2026, segundo comunicou o grupo presidido por Rafael del Pino à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV).
A empresa continuará cotando no Nasdaq de Nova York e nas bolsas espanholas, onde se mantêm volumes médios de negociação de 59,21% e 40,63%, respectivamente. Ademais, conservará sua sede social nos Países Baixos e continuará sujeita ao marco regulatório e de governança corporativa deste país.
"Esta medida está alinhada com a estratégia de Ferrovial a longo prazo e com os interesses de seus grupos de interesse, ao mesmo tempo que simplifica a estrutura de cotação da companhia e busca melhorar a eficiência de seu perfil bursátil", argumenta a companhia.
Após três anos de presença na Euronext Amsterdã e dois desde sua estreia no Nasdaq, o aumento da liquidez no mercado americano e nas praças espanholas provocou uma redistribuição do volume de negociação das ações da Ferrovial entre os distintos mercados nos quais cotiza.
Atualmente, a Euronext Amsterdã, segunda bolsa de referência da Ferrovial na Europa, mal concentra 0,15% do volume médio diário total negociado no valor, pelo que o grupo sustenta que manter sua presença neste mercado neerlandês "não está justificado".