Iberdrola reúne a sua cúpula em Bilbao e afiança um 2026 de máximos históricos

Iberdrola reúne sua cúpula em Bilbao para revisar investimentos chave no Reino Unido, EUA e Brasil e avançar na integração de Caruna até 2027.

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O Comitê de Direção e, posteriormente, a Comissão Executiva do Conselho da Iberdrola se reuniram nesta terça-feira em Bilbao para revisar o andamento dos projetos em curso e avaliar as previsões para o que resta do exercício, com a vista posta em voltar a bater, mais um ano, os resultados do grupo nesta segunda metade do ano.

Durante o encontro, a elétrica revisou os avanços em mercados considerados estratégicos, com especial atenção ao Reino Unido. Na distribuição, foi avaliada a integração da distribuidora do Noroeste da Inglaterra, com sede em Manchester, cuja compra representou no ano passado um investimento de 5.000 milhões de euros. Na transmissão, foi revisado o início das obras das novas linhas submarinas incluídas no marco regulatório 26/31, no qual a companhia prevê destinar um total de 15.000 milhões de euros.

A reunião também serviu para estudar a evolução dos principais projetos nos Estados Unidos, onde os investimentos em redes de transporte e distribuição mantêm um ritmo elevado. Tal como lembrou a companhia em um comunicado, já foi colocado em operação o parque eólico marinho situado em frente às costas de Massachusetts, que exigiu um investimento de 4.000 milhões de euros.

No capítulo de resultados, a Iberdrola sublinhou que os novos investimentos, o aumento da geração na Espanha e as notícias favoráveis provenientes do negócio de redes no Brasil "confirmam a tendência de forte incremento dos resultados transmitida na última apresentação de resultados, na qual já se aludiu a possíveis melhorias após o verão".

No mês passado de julho, durante a apresentação das contas do primeiro semestre, o presidente da Iberdrola, Ignacio Sánchez Galán, após comunicar um lucro líquido de 4.336,4 milhões de euros até junho, um 21,7% a mais que no mesmo período do exercício anterior, ratificou os objetivos do grupo para 2026. Então reiterou a meta de alcançar um crescimento superior a 8% no lucro líquido ajustado e apontou que, se as tendências positivas observadas no segundo trimestre se mantivessem, a energética poderia "dar boas notícias após o verão".

Nessa mesma comparecência, Galán afirmou: "Hoje já estamos trabalhando para continuar superando nossas previsões para os próximos anos, graças à aceleração dos investimentos orgânicos em redes nos Estados Unidos, como no Reino Unido ou Brasil, e também em geração, principalmente nos Estados Unidos, com melhorias adicionais em eficiência e melhorias de processo que têm a ver com a inteligência artificial".

Avanços na integração da Caruna

Na reunião realizada nesta terça-feira pela alta direção da companhia também foi examinado o estado do processo de autorizações para a integração da Caruna, a distribuidora finlandesa avaliada em 5.000 milhões de euros cuja aquisição foi recentemente acordada pelo grupo.

Caruna é o principal operador de distribuição elétrica da Finlândia e atende a um milhão e meio de pessoas, mais de 20% da população do país. Dispõe de uma rede de aproximadamente 89.000 quilômetros, dos quais 67% está subterrâneo, o que reforça a resiliência de suas infraestruturas.

A companhia opera por meio de duas concessões de distribuição na área que rodeia o centro de Helsinque e na região de Joensuu, uma zona com forte presença industrial e crescente demanda associada a novos centros de dados, além de desenvolvimentos residenciais. Além disso, está presente em outras áreas do oeste e do nordeste do país nórdico.

O fechamento definitivo da operação permanece previsto para o primeiro trimestre de 2027, condicionado à obtenção das autorizações regulatórias habituais neste tipo de transações.

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