A Procuradoria da Ucrânia solicitou nesta sexta-feira ao Tribunal Supremo Anticorrupção que ordene a prisão preventiva, ou a liberdade sob fiança de 150 milhões de grivnas (2,8 milhões de euros), para a que até há poucos dias exercia como chefe adjunta do Escritório Presidencial, Irina Mudra, presa no âmbito da operação 'Forrest Gump'.
O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO) comunicaram esta semana a detecção de uma nova rede de lavagem de dinheiro destinada a reunir os 150 milhões de grivnas necessários para a fiança do ex-ministro de Energia Herman Halushchenko, investigado dentro do conhecido caso 'Midas'.
A defesa, por sua vez, pediu para adiar a audiência alegando o agravamento do estado de saúde de Mudra em razão das acusações. A ex-vice-ministra da Justiça sofre um episódio de estresse agudo, embora tenha insistido que renunciou a ser hospitalizada para poder assistir a esta primeira comparecimento.
"Farei tudo o que for possível para colaborar com a investigação e o tribunal, mas devido ao meu estado de saúde, peço um tempo para a reabilitação e recuperar o estado em que me encontrava", solicitou Mudra, destituída pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, assim que a notícia foi conhecida na quarta-feira.
Ao mesmo tempo, a defesa alertou que Mudra não poderá assumir o pagamento da fiança se o processo implicar o embargo de suas propriedades. "Meu cliente ficará privado até mesmo da possibilidade teórica de vendê-los em um prazo muito curto", explicou o advogado, informa a agência Ukrinform.
O magistrado optou finalmente por adiar a audiência até esta segunda-feira, data em que se pronunciará de forma definitiva. Em paralelo, autorizou a liberdade sob fiança de outro dos investigados, o ex-deputado Maksim Mikitas, fixada em 30 milhões de grivnas (cerca de 575.000 euros).