A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta terça-feira uma série de ataques contra posições dos Estados Unidos na região, em represália pelos recentes bombardeios executados pelo Exército americano em diversas áreas do país, principalmente em zonas próximas ao estreito de Ormuz.
"Os valentes combatentes da Guarda Revolucionária Islâmica deram uma resposta contundente aos agressores e, em sua primeira ação, derrubaram o 50º drone avançado MQ-9 do Exército americano invasor, equipado com o novo sistema de defesa aeroespacial", destacou a instituição em um comunicado.
Teerã enquadra esses ataques como resposta às operações "cegas" e "desesperadas" das forças americanas contra vários pontos da costa sul iraniana, "incluindo várias zonas civis", ações que, segundo a Guarda Revolucionária, têm "fortalecido a determinação" do país persa "para esmagar as forças estrangeiras" no estreito de Ormuz.
Ataque com mísseis contra uma base na Jordânia
Posteriormente, a Guarda Revolucionária indicou em outra nota que suas unidades lançaram mísseis balísticos contra a base naval americana de Titin, situada no sul da Jordânia, nas proximidades da fronteira com a Arábia Saudita e perto do porto de Áqaba.
Segundo este comunicado, a ofensiva ocorreu após o ataque contra um edifício residencial em Sirik, onde pelo menos quatro pessoas teriam perdido a vida e outras 50 teriam ficado feridas durante um casamento, um evento que, na opinião da Guarda Revolucionária, evoca "a barbárie da escola Minab e do estádio Lamerd".
A força de elite iraniana afirma ainda que na operação foi possível neutralizar "um grande número de forças americanas", além de causar a destruição de várias infraestruturas chave e helicópteros. Washington, por enquanto, não ofereceu dados que confirmem baixas entre seu pessoal destacado na área.
Antes desses fatos, o Estado Maior das Forças Armadas iranianas havia avisado que imporia "um alto preço ao inimigo americano" após a ocorrência de explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, na ilha de Qeshm, no aeroporto de Jiroft, na província de Kerman, e em outros enclaves da província de Hormozgan.
Detonações semelhantes também ocorreram nas localidades de Chabahar e Konarak, na província de Sistão e Baluchistão, onde, segundo a agência estatal iraniana Mehr, teriam impactado pelo menos quatro projéteis.
Kuwait e Bahrein elevam o alerta
Após o anúncio de Teerã sobre esta nova onda de ataques contra interesses dos Estados Unidos na região, as autoridades do Kuwait comunicaram que estão respondendo a "ameaças hostis de mísseis e drones" e pediram à população que siga as orientações de segurança emitidas pelos órgãos competentes.
"As defesas aéreas do Kuwait estão respondendo neste momento a ameaças hostis de mísseis e drones. O Estado Maior das Forças Armadas do Kuwait confirma que qualquer explosão que possa ser ouvida é consequência da interceptação de alvos hostis por parte dos sistemas de defesa aérea", destacou a porta-voz militar kuwaitiana em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Em paralelo, o Ministério do Interior do Bahrein advertiu sobre uma "potencial ameaça" e instou cidadãos e residentes a manter a calma, ir ao local seguro mais próximo e seguir apenas as informações fornecidas através dos canais oficiais.
O Centro Nacional de Comunicação do Governo bahreinita indicou, por sua vez, que foram interceptados e destruídos drones iranianos, ao mesmo tempo em que os sistemas de defesa aérea do país permanecem em estado de máxima vigilância para garantir a proteção do território, de acordo com a Agência de Notícias do Bahrein.