O superpetroleiro saudita 'Sidr' foi interceptado enquanto navegava pelo corredor sul do estreito de Ormuz, depois de ativar de forma repentina seus sistemas de identificação, segundo informaram meios iranianos. Essas informações surgiram pouco depois de as autoridades navais do Reino Unido notificarem um "incidente que envolve um navio petroleiro e forças militares".
"O centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês), recebeu um relatório sobre um incidente que envolve um navio petroleiro e forças militares no oceano Índico", registrou o próprio UKMTO em um breve comunicado.
Nessa nota, o organismo acrescentou que "as autoridades estão cientes e as investigações pertinentes continuam", ao mesmo tempo que instou os barcos que navegam pela zona a levar em conta "as informações mais recentes sobre segurança marítima e que se mantenham atualizados sobre a evolução do ambiente operacional".
Instantes mais tarde, os principais meios iranianos informaram que "o superpetroleiro saudita 'Sidr' foi interceptado enquanto transitava pelo corredor sul do estreito de Ormuz", o setor meridional deste enclave estratégico que os Estados Unidos utilizam para facilitar o trânsito marítimo para e a partir do golfo Pérsico.
Em particular, a radiotelevisão estatal iraniana, IRIB, destacou, sem mencionar fontes oficiais, que "o petroleiro 'Sidr', com capacidade para transportar dois milhões de barris de petróleo, ativou repentinamente seu sistema de identificação automática enquanto transitava pelo estreito de Ormuz".
O 'Sidr', construído em 2019 e com dimensões de 336 metros de comprimento e 60 metros de largura, figura na maioria das plataformas de acompanhamento de tráfego marítimo a muito pouca distância da costa de Omã e, segundo o VesselFinder, estaria atualmente ancorado.
O Irã questionou em numerosas ocasiões a legitimidade do trânsito naval através do corredor sul. De fato, na última terça-feira, ao comunicar um princípio de acordo com Omã sobre a gestão do tráfego neste passo chave, Teerã afirmou que o entendimento contempla o fechamento desta via, que os Estados Unidos asseguram supervisionar em coordenação com seus aliados regionais.
Este mesmo domingo, a Armada da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana havia assegurado de madrugada que um "superpetroleiro" ficou "completamente imobilizado" após declarar-se um incêndio provocado pelo impacto de duas minas navais enquanto "transitava pela rota ilegal ao sul do estreito de Ormuz".
"O destino dos navios que violarem as normas de segurança do estreito de Ormuz não será diferente", advertiu, em referência às regras marcadas por Teerã, que restringem ao setor norte deste passo estratégico o grosso do tráfego marítimo.
O Exército dos Estados Unidos, por sua vez, qualificou de "falsas" essas afirmações e denunciou "outra tentativa da Guarda Revolucionária de intimidar o transporte comercial regional mediante desinformação".