O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, insistiu nesta sexta-feira que a guerra econômica anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está condenada ao fracasso. O responsável pela diplomacia iraniana lembrou que inquilinos anteriores da Casa Branca, como Barack Obama, já recorreram a medidas de pressão e asfixia econômica que, em sua opinião, também não alcançaram seus objetivos.
"Já vimos este filme antes. A mesma bobagem. Diferentes bandidos", manifestou o chefe da diplomacia iraniana em uma mensagem divulgada nas redes sociais, na qual faz referência a declarações de Obama e de seu então vice-presidente, Joe Biden.
"Há 14 anos: 'As sanções mais devastadoras da história'. Fracasso; Há 8 anos: 'Pressão máxima'. Fracasso; Há 5 meses: 'Rendição incondicional'. Fracasso; Hoje: 'A operação econômica mais esmagadora da história'. Condenada ao fracasso", ressaltou o ministro das Relações Exteriores iraniano.
Araqchi tem minimizado a importância do anúncio de "guerra econômica" de Washington contra Teerã, sustentando que esta nova fase proclamada por Trump responde a uma crise "sem precedentes" dentro dos Estados Unidos e que "só trará mais derrotas" para a Administração americana.
Aviso militar diante de qualquer "erro de cálculo"
Na mesma sexta-feira, o chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas, Ali Abdulahi, em uma mensagem enviada ao ministro da Defesa interino, Mayid Ibn al Reza, ressaltou que as Forças Armadas do Irã "enfrentarão qualquer erro de cálculo e qualquer ameaça com respostas revolucionárias, esmagadoras, lamentáveis e devastadoras".
Nessa linha, destacou que a capacidade de produção militar da República Islâmica nos últimos anos "constitui uma revolução industrial da defesa dissuasória".