Um tribunal iraquiano condenou um homem a 15 anos de prisão por ter participado do sequestro da repórter americana Shelly Kittleson em Bagdá, um rapto atribuído à milícia pró-iraniana Kataib Hezbolá, que a libertou no mês passado de abril.
Kittleson divulgou em suas redes sociais a resolução judicial, onde se especifica que Amir Rahim Jabar Lazim foi condenado com base na lei antiterrorista do Iraque de 2005, embora o documento não esclareça com exatidão qual foi seu grau de implicação no sequestro.
"O tempo que tenha permanecido em prisão preventiva desde 1 de abril de 2026 até 29 de agosto de 2026 será computado como parte de sua condenação pelo crime de sequestro da denunciante em 31 de março de 2026 na área de Al Sadun", diz o texto.
A jornalista expressou sua gratidão ao sistema judicial iraquiano e a todas as pessoas que contribuíram para seu resgate "com vida". "Claro, também àqueles que amam o Iraque tanto quanto eu e tentam construir um futuro melhor para o país", acrescentou.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou em abril a libertação da repórter, especialista em Oriente Médio e Afeganistão e colaboradora de publicações como Al Monitor, Politico ou New Lines Magazine.