A dirigente oposicionista venezuelana María Corina Machado sublinhou a relevância da Venezuela como "aliado chave" para a segurança energética global, em uma alusão velada ao recente acordo petrolífero anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o Executivo venezuelano.
"Venezuela está pronta para se tornar o novo motor energético e comercial do hemisfério ocidental. A reconstrução de nossa nação já começou", afirmou Machado, que sustenta que a "reconstrução" do país gerará novas oportunidades em setores essenciais como saúde, infraestrutura, energia, tecnologia e outras indústrias estratégicas.
Na sua opinião, a Venezuela se perfila como um "aliado chave" para a segurança energética mundial, especialmente no que diz respeito ao fornecimento de petróleo e gás. Além disso, defendeu a necessidade de uma "cooperação transatlântica" robusta, cimentada em valores compartilhados, comércio justo e segurança mútua, ao mesmo tempo em que instou as companhias europeias a direcionar seus investimentos para a América Latina.
Machado interpreta que a "captura" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro abriu um "processo positivo" no país. No entanto, ressaltou que o "passo definitivo" para consolidar esta etapa passa pelo restabelecimento pleno da democracia por meio de eleições transparentes realizadas "o mais rápido possível".
A oposicionista interveio por meio de uma mensagem em vídeo no Bled Strategic Forum (BSF 2026), um fórum de diálogo estratégico que ocorreu nesta segunda-feira na Eslovênia, onde participou de um painel dedicado a analisar as relações entre a Europa e a América Latina.
Na parte final de sua intervenção, Machado reiterou seu compromisso de retornar à Venezuela para se envolver diretamente na transição política. "Essa é a Venezuela pela qual estamos lutando. Por isso a transição que temos pela frente é tão importante, e por isso voltarei muito em breve à Venezuela para ajudar neste processo", destacou.
Com esta mensagem, a líder oposicionista insiste que uma transição democrática na Venezuela não apenas significaria uma melhoria para a cidadania do país, mas também poderia reforçar a estabilidade energética e abrir novas oportunidades comerciais para outras nações da América e para a Europa.
O acordo petrolífero revelado na madrugada de sábado pelo presidente americano, Donald Trump, concede a Washington o controle de um quinto das reservas de petróleo venezuelanas, em troca de uma forte injeção de capital destinada a reativar sua deteriorada indústria petrolífera.