As autoridades da Faixa de Gaza, sob controle do Movimento de Resistência Islâmica (Hamás), denunciaram que o número de palestinos falecidos pelos bombardeios e operações militares de Israel desde que começou a ser aplicado o cessar-fogo acordado em outubro de 2025 já supera os 1.300 mortos.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais, o Ministério da Saúde de Gaza informou que desde 11 de outubro de 2025 foram contabilizadas 1.303 pessoas mortas e 4.336 feridas como consequência das ações das forças israelenses, entre elas "sete mortos --entre eles dois feridos em ataques anteriores-- e dez feridos durante as últimas 24 horas".
O mesmo departamento detalhou que as equipes de resgate conseguiram recuperar 814 corpos nas áreas de onde as tropas israelenses se retiraram, agora situadas atrás da "linha amarela", que abrange mais da metade da superfície deste enclave palestino junto ao Mediterrâneo, no âmbito do acordo para colocar em prática a proposta de "Estados Unidos para o futuro de Gaza".
Além disso, lembrou que, desde o início da ofensiva israelense lançada após os ataques de 7 de outubro de 2023, "que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial", a contagem total ascende a 73.438 falecidos e 174.447 feridos. O Ministério insistiu que esses números poderiam aumentar, já que ainda restam corpos sob os escombros e em áreas que continuam sob ocupação de Israel.