O assessor político Fernando Cerimedo, seis meses em prisão preventiva por tentativa de feminicídio

Um juiz boliviano ordena 180 dias de prisão preventiva para Fernando Cerimedo, acusado de tentativa de feminicídio contra sua ex-parceira Nadia Beller.

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Um tribunal da Bolívia decretou nesta sexta-feira 180 dias de prisão preventiva para o assessor político argentino Fernando Cerimedo, investigado por tentativa de feminicídio contra sua ex-parceira em uma prisão da região oriental de Santa Cruz, no âmbito de um processo pelo suposto delito de tentativa de feminicídio contra sua ex-parceira, a advogada e ativista Nadia Beller, que sobreviveu na segunda-feira a um ataque armado perpetrado por dois sicários.

Cerimedo, com laços estreitos com a direita latino-americana, deverá cumprir os 180 dias de reclusão na prisão de Palmasola, também em Santa Cruz, após conhecer a decisão judicial nesta sexta-feira, ditada "por tê-lo encontrado provavelmente autor e a concorrência de cinco riscos processuais", segundo detalhou pouco depois à imprensa nacional o advogado de Beller, Jerjes Justiniano.

O assessor foi preso na terça-feira, 18 de agosto, no principal aeroporto de Santa Cruz, menos de 24 horas após o atentado a tiros contra Beller, que recebeu pelo menos três impactos de bala de um casal de desconhecidos. A defesa de Cerimedo sustenta que seu representado é inocente e que o processo é uma farsa orientada a prejudicar, em última instância, o Governo boliviano do presidente Rodrigo Paz.

O porta-voz presidencial, José Luis Gálvez, assegurou na terça-feira que Cerimedo foi "um colaborador próximo" de Paz durante a campanha para as eleições gerais de 2025 e que posteriormente "continuou colaborando" em alguns "temas concretos de comunicação".

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