O magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil Alexandre de Moraes deu luz verde para que o senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro retome as visitas ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por sua condenação relacionada com a tentativa de golpe de Estado. A decisão chega a menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais.
O auto divulgado nesta segunda-feira autoriza novamente o filho mais velho do ex-mandatário a ir ao domicílio de seu pai, tanto na sua condição de familiar como na qualidade de advogado defensor. No entanto, Moraes fixa limites estritos: veta de forma expressa qualquer propósito "político ou eleitoral" nesses encontros e proíbe a difusão ou publicação de "manifestação ou declaração alguma por qualquer meio, incluindo as realizadas por terceiros".
Flávio Bolsonaro tinha vetadas as visitas desde que o juiz concluiu que o senador havia aproveitado suas prerrogativas para esquivar as restrições judiciais impostas ao ex-presidente, depois de ter divulgado uma carta assinada por Jair Bolsonaro.
Após participar de uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília pelo dia de Nossa Senhora Aparecida, o candidato aplaudiu a resolução e confirmou que irá ver seu pai nesta terça-feira pela manhã. "As visitas regulares voltarão, não apenas como advogado, mas também como filho", afirmou, insistindo que seu progenitor é "vítima de uma injustiça".
A medida do STF é conhecida em plena reta final para o decisivo segundo turno para escolher o próximo presidente do Brasil, previsto para 25 de outubro, no qual Flávio Bolsonaro enfrentará o atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva. Na primeira rodada, o aspirante conservador conseguiu 47% dos votos, à frente dos 45% obtidos por Lula, e lidera as pesquisas para governar o país sul-americano.