As autoridades da Coreia do Sul sublinharam esta sexta-feira que é "crucial" o "diálogo direto" entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte para resolver a questão nuclear e "pôr fim ao programa" atômico norte-coreano, em um contexto de crescente inquietação por um possível aproximamento entre a Casa Branca e Pyongyang.
Um porta-voz do Ministério da Unificação apontou que "neste mesmo momento, a Coreia do Norte está reforçando suas capacidades nucleares", ao mesmo tempo que lamentou que os contatos entre as duas Coreias permaneçam "estagnados" na atualidade, de acordo com as informações divulgadas pela agência Yonhap.
O representante levantou: "Que motor existe para impulsionar isso, além da retomada do diálogo entre Washington e Pyongyang?", antes de ressaltar que as dúvidas sobre um eventual descongelamento "ignoraram a realidade prática" que existe por trás da situação na península.
Nessa linha, apontou que os últimos movimentos "podem significar uma mudança radical". "Este diálogo pode levar a um grande plano para substituir o atual sistema de armistício instável na península por um regime de paz mais estável e duradouro", acrescentou.
Lembrou que a Coreia do Sul e a Coreia do Norte continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito que se desenvolveu entre 1950 e 1953 concluiu com um armistício e não com um tratado de paz definitivo.
Por esse motivo, insistiu que "um princípio fundamental para se tornar um país normal é tratar a outra parte com consideração e respeito" e pediu a Pyongyang que participe na busca de uma saída que seja benéfica para ambos os lados.