As autoridades sírias confirmaram a morte de um excomandante do Exército que exerceu seu comando durante o regime de Bashar al Assad, durante um tiroteio registrado em uma operação desenvolvida na província ocidental de Tartús, cujo objetivo era detê-lo por sua suposta implicação em ataques contra as novas forças governamentais.
As Forças de Segurança Interna detalharam que o homem, identificado como Firas Abdulkarim Hamud, perdeu a vida no domingo em um cruzamento de disparos depois de ser localizado na cidade de Safita, situada nas proximidades da capital provincial, Tartús. Não foram comunicadas possíveis baixas entre os agentes deslocados, de acordo com as informações divulgadas pela agência estatal síria de notícias, SANA.
Segundo as mesmas fontes, Hamud, conhecido como "Al Jal" ("O Tio"), esteve envolvido em ataques contra as forças de segurança criadas após a queda do regime de Al Assad em dezembro de 2024, momento em que fugiu para a Rússia diante do rápido avanço em direção a Damasco de jihadistas e grupos rebeldes liderados por Hayat Tahrir al Sham (HTS), liderado pelo atual mandatário sírio, Ahmed al Shara.
Hamud chegou a ser comandante das forças especiais da 25ª Divisão do Exército sírio e, após o colapso do regime, continuou atuando sob as ordens do ex-general Giaz Dalá - que em 2025 tornou pública a criação de um "Conselho Militar para a Libertação da Síria" - para coordenar as atividades de grupos 'assadistas' na faixa costeira do país, zona em que o ex-presidente mantinha seus principais feudos.
As novas autoridades prenderam dezenas de antigos altos comandos dos serviços de segurança e do Exército, e iniciaram processos judiciais contra vários deles por sua suposta responsabilidade em crimes cometidos durante o regime de Al Assad, em particular no contexto da guerra civil desencadeada em 2011 após a repressão das protestas pró-democráticas surgidas ao calor da chamada "Primavera Árabe".