O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou distância em relação às palavras de Flávio Bolsonaro, que nesta quarta-feira se autoproclamou "presidente eleito" do Brasil e, mais tarde, retificou para se definir apenas como "líder" do país, embora tenha insistido em que o ex-candidato foi alvo de um tratamento "injusto".
Trump, questionado pelos jornalistas, evitou se envolver na polêmica. "Não vou fazer nenhum comentário a respeito. Não vou me meter nisso", afirmou diante da imprensa, ao mesmo tempo em que opinou que os comícios nos quais Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu a reeleição foram "muito estranhos". "Isso está claro", acrescentou.
O atual morador da Casa Branca, que assegurou não ter mantido qualquer conversa durante o dia com o senador brasileiro, ratificou que autorizou a entrada de Bolsonaro e de seus familiares em território estadunidense, bem como a concessão dos vistos correspondentes, sublinhando que "foram tratados de forma muito injusta".
"Não tomei partido nas eleições, mas quando vejo algo que me parece inadequado, eu o assinalo", sustentou o mandatário ao justificar suas avaliações sobre o processo eleitoral brasileiro.
Em sua carta, tanto na versão inicial quanto na corrigida, Bolsonaro se apresentou como vítima de uma "caça às bruxas" dirigida por Lula e reiterou a existência de uma suposta "fraude eleitoral" que, segundo ele, lhe tirou a vitória no segundo turno realizado em 25 de outubro passado.
O ex-candidato, que chegou aos Estados Unidos após fazer escala na Argentina e no Equador, expressou seu agradecimento pelo apoio recebido de Trump e do presidente argentino, Javier Milei.