A co-coordenadora do Sumar, Verónica Barbero, assegurou que os relatórios desclassificados esta quarta-feira sobre a entrada massiva de pessoas em Ceuta confirmam que as autoridades de Marrocos "baixaram os braços" e pediu para "repensar" a relação com Rabat.
Em declarações enviadas aos meios de comunicação, a dirigente do Sumar qualificou a desclassificação como um "exercício de transparência realizado pelo Governo" e sublinhou que a análise da documentação "evidencia o que temos dito desde o primeiro dia: as autoridades marroquinas baixaram os braços".
"Por isso a externalização das fronteiras da UE é uma política falhada. Porque provoca que terceiros países possam nos chantagear com este tipo de ações colocando em perigo a vida de milhares de pessoas", defendeu Barbero, ao criticar a estratégia comunitária em matéria migratória.
Neste contexto, insistiu na necessidade de "repensar nossa relação com Marrocos" para impedir que "situações deste estilo voltem a acontecer" e se repitam episódios semelhantes na fronteira.
Finalmente, pediu que, tal como propõe a ministra da Juventude e Infância, Sira Rego, "se atue de forma urgente" e se transfira para a península as pessoas migrantes que permanecem em Ceuta, com o fim de estudar seu caso "com todas as garantias".