A cientista do Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa (CSIC), Carolina Villarroya Beltri, foi distinguida com o Prêmio Liderança Mulher Profissional na XXXV edição dos prêmios da Federação Espanhola de Mulheres Diretores, Executivas, Profissionais e Empresárias (FEDEPE). Com este reconhecimento, destaca-se uma trajetória marcada pela excelência, inovação e uma contribuição chave para o progresso do conhecimento biomédico.
O júri sublinhou de forma especial suas contribuições em genética do câncer, imunoterapia e biologia celular, que contribuíram para aprofundar os mecanismos celulares implicados em diversas patologias e abrir novas oportunidades para desenvolver terapias mais personalizadas e eficazes.
No ato de entrega dos XXXV Prêmios FEDEPE, Carolina Villarroya recordou o episódio que condicionou o rumo de sua carreira científica. "Em um determinado momento eu ia deixar a ciência por um contrato que aceitei em uma empresa, mas ao dizer-lhes que estava grávida, retiraram a oferta. Isso foi um ponto de inflexão para fugir para frente e essas decisões me levaram aonde estou agora", afirmou.
Distante de afastá-la dos laboratórios, aquela vivência reforçou seu compromisso com a ciência e consolidou uma trajetória que hoje a coloca entre as pesquisadoras espanholas com maior projeção internacional. Formada em Bioquímica pela Universidade Autônoma de Madrid, com um Mestrado em Biomedicina Molecular e doutora em Biologia Molecular, lidera projetos centrados no reconhecimento imune de células aneuploides e suas possíveis aplicações em imunoterapia, além da análise de doenças raras como a síndrome de aneuploidia em mosaico variegado.
Atualmente, desenvolve seu trabalho no Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa (CSIC), após uma sólida experiência internacional em centros de referência como o CNIC, o CNIO, a Universidade de Cornell e os National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos.
Modelos de liderança para as novas cientistas
Após receber o prêmio, Villarroya quis valorizar a influência de várias pesquisadoras em seu próprio caminho profissional. Mencionou de forma especial a María Mittelbrunn, referência mundial em imunossenescência, junto a Guadalupe Sabio, Almudena Ramiro e Ana Ortega, cientistas que, segundo explicou, continuam sendo uma fonte de inspiração para seu trabalho diário e encarnam o tipo de liderança que aspira transmitir às novas gerações.