A Junta da Andaluzia sublinhou que em 2026 intensificará seu apoio ao setor pesqueiro e aquícola com mais de 29 milhões de euros em ajudas destinadas a sustentar sua atividade, impulsionar sua competitividade e favorecer sua sustentabilidade. Ao mesmo tempo, adiantou que "já trabalha" na planejamento das convocações previstas para 2027.
O conselheiro de Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural, Ramón Fernández-Pacheco, detalhou essas linhas de apoio em uma nova sessão da Mesa de Interlocução Pesqueira e Aquícola da Andaluzia, realizada em Sevilha com representantes da pesca extrativa, da aquícola e da indústria transformadora, segundo destacou o Executivo andaluz em uma nota.
O encontro também permitiu coletar as principais demandas do setor em vista da reunião que Fernández-Pacheco manterá nesta quinta-feira, 3 de setembro, em Bruxelas com o comissário europeu de Pesca e Oceanos, Costas Kadis.
As convocações financiadas com recursos do Fundo Europeu Marítimo, de Pesca e de Aquicultura (Fempa), já ativas ou previstas para este exercício, somam um montante total de 29,15 milhões de euros. Essas ajudas incluem linhas específicas para comercialização e transformação, paradas temporárias, Grupos de Ação Local Pesqueira e Aquícola (Galpa), organizações de produtores, aquícola e pesca sustentável.
Neste contexto, o conselheiro ressaltou que desde o Executivo andaluz "estamos cumprindo a programação e fazendo chegar os recursos ao setor". Além disso, reiterou que "queremos que nenhum recurso disponível para a pesca e a aquicultura andaluzas fique sem utilizar".
"Diálogo permanente" e defesa em Bruxelas
O titular de Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural valorizou que esta primeira reunião da Mesa de Interlocução da nova legislatura obedece ao propósito da Junta de continuar trabalhando a partir do "diálogo, da proximidade e da interlocução permanente" com os profissionais da pesca e da aquicultura.
A respeito, assegurou que "queremos ouvir o setor, conhecer de primeira mão suas preocupações e torná-lo participante das decisões que tomamos e, especialmente, das posições que a Andaluzia defende onde se decide boa parte do futuro da nossa pesca e nossa aquicultura".
A citação da Mesa adquire uma relevância especial ao celebrar-se apenas dois dias antes do encontro que o representante andaluz manterá, no próximo 3 de setembro em Bruxelas, com o comissário europeu de Pesca e Oceanos, Costas Kadis, junto aos conselheiros de Murcia, Comunidade Valenciana, Baleares e Catalunha.
Com vistas a esta reunião, o conselheiro insistiu que "queremos contar ao setor de primeira mão o que vamos defender, mas, acima de tudo, queremos ouvi-los antes dessa reunião e levar também suas reivindicações, que são as nossas, a Bruxelas". Deste modo, Fernández-Pacheco enfatizou que a Andaluzia pretende acudir a este fórum europeu "de mãos dadas com os profissionais do setor".
Nesta linha, o conselheiro avançou que a Andaluzia exporá diante da Comissão Europeia uma "posição clara": "compartilhar os objetivos ambientais deve ser compatível com garantir a sustentabilidade econômica e social da atividade pesqueira".
"Vamos defender estabilidade para nossa frota em 2027, decisões mais proporcionadas e adaptadas à realidade do Mediterrâneo e um financiamento europeu específico e suficiente para garantir o futuro da pesca e da aquicultura", concluiu.