Extremadura pede para frear a entrada de azeite de oliva extracomunitário por "distorções" no mercado

Extremadura exige revisar e suspender o TPA do azeite de oliva por distorções de mercado que ameaçam a rentabilidade dos produtores.

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A Consejería de Agricultura, Pecuária e Meio Natural da Junta de Extremadura enviou uma carta ao Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação na qual reclama revisar e, se for o caso, suspender o regime de aperfeiçoamento ativo (TPA) aplicado às importações de azeite de oliva.

Segundo expõe o Executivo autonômico, este instrumento aduaneiro, que possibilita a entrada de azeite proveniente de países terceiros sem pagar tarifas enquanto se mantém sob este regime, poderia estar gerando "distorções no mercado e afetando gravemente a rentabilidade dos produtores extremenhos e espanhóis", conforme é mencionado em uma nota de imprensa.

A Junta solicita ao departamento que dirige o Governo central que precise se o azeite de oliva virgem extra pode se acolher legalmente ao TPA, dado que este produto "não se submete a operações de transformação que alterem sua natureza, conforme exige a normativa comunitária".

Na mesma linha, reclama dados pormenorizados sobre as autorizações concedidas e as operações realizadas durante os últimos cinco anos: volumes importados, países de procedência, transformações declaradas e quantidades reexportadas ou despachadas a livre prática, com o objetivo de "garantir a transparência e a rastreabilidade dessas práticas".

O Governo extremenho incide que o aumento das compras de azeite de oliva sob TPA, especialmente de origem tunisiana, está "exercendo pressão para baixo" sobre as cotações na origem, em um cenário em que "os custos de produção aumentaram de forma notável".

Esta conjuntura, aponta o departamento liderado por Juan José García, reproduz "as mesmas circunstâncias" que levaram recentemente a Comissão Europeia a suspender o regime de aperfeiçoamento ativo para o açúcar de cana, ao considerar que ocasionava "perturbações no mercado comunitário".

Por este motivo, a Junta pede ao ministério que eleve à Comissão Europeia o pedido de "suspensão total ou parcial" do TPA para o azeite de oliva, que revise as operações já autorizadas e que difunda informações abrangentes sobre as importações realizadas sob este sistema.

O propósito último é "reforçar a transparência, evitar práticas que possam alterar o mercado e proteger adequadamente os produtores extremenhos, cuja atividade se vê ameaçada pela crescente entrada de azeite de oliva virgem extra importado sem tarifas".

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