PACMA reclama às CCAA vetar a caça para recuperar herbívoros que limpam o monte e freiam os incêndios

PACMA urge as CCAA a proibir a caça e aponta a pecuária intensiva como causa chave do aumento de incêndios florestais na Espanha.

2 minutos

fotonoticia 20260825152828 1920

fotonoticia 20260825152828 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

PACMA enviou uma carta aos governos autonômicos da Península para instá-los a proibir a caça com o objetivo de recuperar as populações de herbívoros. Segundo a formação animalista, a presença desses animais, que pastam de forma natural nas montanhas, contribuiria para frear a propagação dos incêndios florestais.

O partido denuncia que, enquanto cada vez "mais prefeituras" introduzem animais em seus ambientes para que pastem e ajudem a prevenir os incêndios, as comunidades autônomas (CCAA) estão "fomentando que se mate por esporte milhões" de herbívoros silvestres, como cervos, gamos, corços ou cabras montesas. PACMA sustenta que essas espécies poderiam realizar de maneira natural essa tarefa de limpeza ao se alimentarem de grama, arbustos e vegetação rasteira.

Além disso, a organização ressalta que a proibição da caça também evitaria incêndios "provocados diretamente por esta atividade". Lembra, neste contexto, o fogo de Aliseda (Cáceres) em 2025, que devastou 4.000 hectares. O então conselheiro extremeño de Presidência e Interior e hoje vice-presidente da Junta, Abel Bautista, declarou à imprensa que o incêndio se originou por "interesses econômicos" vinculados à atividade cinegética.

O partido cita ainda um estudo do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) que concluiu que "os espaços protegidos, onde a atividade cinegética é proibida, como os parques nacionais, experimentam menos incêndios florestais do que suas zonas periféricas".

Segundo lembra PACMA, o organismo estatal apontou que "A caça empobrece as populações de herbívoros, condiciona sua distribuição e impede que desenvolvam plenamente suas funções ecológicas. Entre elas, a redução da vegetação combustível. A natureza tem seus próprios mecanismos de regulação e defesa. É a intervenção humana que os altera e provoca os desequilíbrios".

Por outro lado, PACMA sustenta que a pecuária também faz "parte do problema". Em sua opinião, é "inegável" que o forte aumento do consumo de produtos de origem animal levou a substituir a pecuária extensiva por modelos intensivos e que, onde antes pastavam centenas de animais domésticos que contribuíam para a manutenção do combustível natural, agora há "milhões amontoados" em macrogranjas sem acesso ao pasto.

Nesta linha, a formação lembra o incêndio de Burgohondo (Ávila) registrado em julho, originado por "imprudência" no uso de maquinaria pesada e que terminou carbonizando mais de 50.000 ha. PACMA denuncia que "Mais de 80% dos incêndios são causados por ação humana, destacando as práticas relacionadas com a pecuária, como as queimadas agrícolas e o uso de motores e maquinaria pesada nos montes, como no caso de Ávila".

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?