O conselheiro de Agricultura, Pecuária, Meio Rural e Política Ambiental, Joaquín Antonio Pino, defendeu em Bruxelas uma reforma da Política Agrícola Comum (PAC) afastada do "cofanatismo", concebida pelos próprios profissionais do campo e focada na "rentabilidade" real das explorações.
Antes de intervir na XIX Conferência de Diretores de Agências Pagadoras e Organismos de Coordenação da União Europeia, Pino adiantou que quer transmitir uma mensagem de "ilusão e esperança" ao setor agrário de Castela e Leão, ao qual reclama "liberdade" e "senso comum".
Segundo explicou, seu planejamento passa por situar a "rentabilidade" das explorações como eixo das decisões, impulsionando políticas que coloquem "no centro do debate europeu e nacional" tanto a agricultura quanto a pecuária.
Nesse marco, aludiu às dificuldades específicas da agricultura mediterrânea, com especial menção ao cereal de sequeiro, à vinha e ao olival. "Faz falta uma atenção especial, devolver a ilusão e a rentabilidade a esses setores e, portanto, faz falta que a PAC e que os mecanismos que se articulam nesses escritórios tenham claramente o sentido que devem ter", argumentou.
Junto a isso, voltou a pedir uma política hidrológica de âmbito estatal, baseada na interconexão de bacias para tornar "rentável" a irrigação, e insistiu em sua crítica à orientação atual da PAC, que, em sua opinião, depende de "caprichos ambientais" e está marcada pelo "cofanatismo".
"A PAC deve estar orientada a ter rentabilidade e às necessidades do agricultor europeu e nacional. Tem que ser feita por agricultores, pelos pecuaristas e não a partir de escritórios afastados da agricultura e além disso levando em conta, pois, planejamentos ecofanáticos que, desde logo, estão prejudicando a agricultura nacional. Não faz sentido uma PAC se é uma esmola e não consegue tornar rentáveis as explorações", reafirmou.
Por esse motivo, ressaltou seu compromisso e o de Vox de "dar a batalha" e lançar uma mensagem de "ilusão, esperança e mudança" dirigida a agricultores e pecuaristas.