Uniões Agrárias (UU.AA.) prevê que a próxima campanha de vindima volte a ser "recorde", com cálculos que apontam que poderiam ser ultrapassados os 80 milhões de quilos de uva colhidos e "de uma qualidade inigualável". No entanto, a organização agrária insiste na necessidade de garantir preços "justos" para os viticultores e de reforçar os controles e ações por parte das administrações.
Assim o expuseram nesta sexta-feira em uma coletiva de imprensa o responsável pela Agricultura da UU.AA., Carlos Basalo, e o vice-secretário geral, Félix Porto, que detalharam que a vindima de 2026 foi antecipada como consequência das condições meteorológicas. "Nunca se vindimou tão cedo", sublinhou Basalo, ressaltando que, além dessa antecipação, espera-se um volume de uva colhida ainda maior que o de 2025.
As previsões da organização passam por superar os 80 milhões de quilos e registrar aumentos nas cinco denominações de origem da Galícia. No entanto, os porta-vozes da UU.AA. mostraram sua preocupação porque tudo aponta que, no melhor dos cenários, os preços "se mantenham" e até possam "cair" na denominação de Rías Baixas.
Diante da falta de um estudo detalhado sobre os custos de produção que garanta que estes sejam cobertos, a UU.AA. voltou a colocar o foco na responsabilidade das administrações e na necessidade de intensificar os controles sobre a compra de uva.
Nesse sentido, apontaram de forma específica para a Agência de Informação e Controle Alimentares (AICA) e para a Consellería do Meio Rural diante de possíveis violações da Lei da Cadeia Alimentar. Além disso, reiteraram suas reivindicações, entre elas a criação "de uma vez por todas" do observatório de preços comprometido pelo Executivo autonômico e a retirada de ajudas públicas àquelas indústrias sancionadas ou com processos abertos por pagar valores abaixo dos custos de produção.